\\ Texto Maria Cruz
\\ Fotografia ©NICK WILLING

Paula Rego

Homenageada na Bienal de Cerveira

Quase com os seus 40 anos de existência, a Bienal Internacional de Arte de Cerveira presta tributo a um dos nomes mais conhecidos do panorama nacional e internacional, Paula Rego. No decorrer da 19.ª edição da bienal de arte mais antiga de Portugal, a artista será a principal homenageada da edição. A ligação dela ao evento teve lugar em 1995, ano em que uma das suas pinturas – Guarda –, foi capa do catálogo da VIII Bienal Internacional de Arte de Vila Nova de Cerveira. Numa altura em que se anunciava a descontinuação do evento, e sendo o mesmo interrompido três anos, ficou a marca de Paula Rego. Tal como afirmou o coordenador artístico da XIX Bienal Internacional de Arte de Cerveira, Cabral Pinto, «Paula Rego, hoje reconhecida como uma das principais figuras da arte portuguesa, marcou, de certa forma, esta fase de transição na história da Bienal de Cerveira».

Grande parte das obras de Paula Rego encontram-se espalhadas um pouco por todo o mundo, nos mais conceituados museus e com colecionadores. A exposição de homenagem à artista, intitulada como «Labirinto de Estória», foi da responsabilidade de Helena AM Pereira, e tem como objetivo convidar o público a fazer uma viagem retrospetiva pelo percurso da talentosa. Paula Rego nasceu em janeiro de 1935, em Lisboa, mas vive em Londres desde os anos 70. Distinguida várias vezes, com destaque para a Grã-Cruz da Ordem de Santiago de Espada (2004), e em 2010 a Ordem do Império Britânico com o grau de Oficial, entregue pela Rainha Isabel II, que prestigiou a sua contribuição para as artes. Para breve a XIX Bienal Internacional de Arte de Cerveira regressará a Vila Nova de Cerveira, entre dia 15 de julho e 16 de setembro, sob o tema Da Pop Arte às Trans-vanguardas, Apropriações da arte popular

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