Tetiaroa, The Brando

A ilha de todos os sonhos

\\ Texto Maria Amélia Pires
\\ Fotografia ©Tetiaroa, The Brando

De cima, no meio do Pacífico, um anel de vegetação verde é debruado por areia branca e, no meio, como uma jóia, uma lagoa cintila, fundindo-se subtilmente na paleta azul do céu.

Tetiaroa foi o refúgio de Marlon Brando por mais de 30 anos, desde que filmou O Grande Motim, na década de 1960. O ator apaixonou-se não só pela ilha como também pela atriz taitiana Tarita Teriipaia com quem casou. Brando comprou a ilha em 1966 e fez dela o seu refúgio secreto. Na década de 1990, começou a idealizar um projeto para a construção de um resort, mas infelizmente faleceu e não chegou a ver o seu desejo concretizado. Mas conforme o sonho de Marlon Brando, em 2014, dez anos depois de sua partida, um luxuoso eco resort foi inaugurado e o seu nome não poderia ser outro: The Brando.

As palavras não têm força suficiente para descrever o atol Tetiaroa, um pedacinho de paraíso no arquipélago das Ilhas da Sociedade, no Taiti, Polinésia Francesa, onde há muitos séculos atrás chegaram os primeiros exploradores, guiados pelas estrelas. Agora chega-se num avião de oito passageiros, depois de um voo inesquecível de 20 minutos a partir do aeroporto internacional Fa'a'ā, em Papeete. De cima, no meio do Pacífico, um anel de vegetação verde é debruado por areia branca e, no meio, como uma jóia, uma lagoa cintila, fundindo-se subtilmente na paleta azul do céu. Além da sua beleza deslumbrante, Tetiaroa é um lugar de biodiversidade rara e um santuário natural para aves e vida marinha.

No meio da natureza, quase imperceptíveis, existem 35 bungalows, de um, dois ou três quartos, decorados segundo um conceito rústico/chique. Do lado de fora, um deck com piscina privada, gazebo, banheira de hidromassagem a céu aberto e a praia privativa convidam a usufruir de um clima agradavelmente morno.

O The Brando, que funciona com o sistema all inclusive, serve o pequeno-almoço no o Beachcomber Café, com os olhares sobre o mar. Para almoçar, jantar ou tomar uma bebida, o resort oferece dois restaurantes com cozinha da polinésia (Beachcomber e Les Mutinés) e dois bares (Te Manu e o Bob's Bar). O cardápio do restaurante principal, o Les Mutinés, é assinado por Guy Martin, chef francês com duas estrelas Michelin.

Para além de duas lojas – uma onde se vendem peças de banho e tudo aquilo que poderá ser necessário numa viagem e outra onde se podem adquirir as tradicionais jóias com pérolas negras taitianas –, o resort possui um spa, o Varua Te Ora, localizado numa área reservada do atol, muito arborizada e de frente para um lago repleto de plantas aquáticas.

Quando os olhos se cansarem de olhar o infinito, stand up paddle, mergulho com snorkel, scooba diving, aulas de dança e música taitiana, cestaria, estamparia e um passeio de bicicleta (sempre disponíveis à porta de cada bungalows), ou de barco para conhecer as outras ilhas do atol, são algumas das muitas possibilidades.

«A minha mente está sempre calma quando me imagino sentado na minha ilha à noite. Se depender de mim, Tetiaroa permanecerá para sempre um lugar que lembra aos taitianos o que são e aquilo que foram há séculos atrás», disse um dia Marlon Brando.

Não dependeu do ator que Tetiaroa permanecesse fiel à sua natureza, mas dependeu dos seus herdeiros que permitiram que se construísse o The Brando com a condição de que fosse o mais ecológico possível. E assim foi!

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