\\ Texto Maria Amélia Pires
\\ Fotografia Direitos Reservados

Museu do Amanhã, o melhor edifício 'verde'

Integrando a área requalificada do Porto Maravilha, o Museu do Amanhã, considerado um dos ícones culturais dos Jogos Olímpicos, foi criado pelo arquiteto Santiago Calatrava e é o elemento chave da revitalização da zona portuária. A sua forma longilínea em dois pisos foi projetada de forma a respeitar e permitir contemplar o conjunto arquitetónico envolvente, em especial o Mosteiro de São Benito. O Museu do Amanhã faz parte do conjunto cultural que abraça a nova praça requalificada.

Pretendendo refletir sobre o futuro sob o ponto de vista científico e tecnológico, o Museu foi pensado para criar experiências únicas e despertar emoções. Ocupa 15.000 m2 e está rodeado de espelhos de água, jardins, uma ciclovia e uma área de lazer, numa superfície total de 34.600 m2. “A ideia é que o edifício fosse o mais etéreo possível, quase flutuando sobre o mar”, explica Santiago Calatrava. Para isso foram utilizados os materiais que configuram a arquitetura do século XXI: o betão, o metal e o vidro. Para além da cobertura metálica de 3.810 toneladas, o vidro é o elemento chave do projeto, presente nas fachadas e nas estruturas triangulares das laterais e nos acabamentos, permitindo a sensação de amplitude, a entrada de luz natural e a eficiência energética. Elegeu-se o vidro da gama SunGuard da Guardian Glass, a única marca que, para este projeto, foi transformada e fornecida pela Tvitec. Especificamente, o SunGuard Solar Neutral 67, o vidro mais transparente da gama SunGuard Solar, que contém vidros de diferentes estéticas e controlo solar perfeitos para climas quentes.

No total, foram instalados mais de 3.000 m2 de vidro de alto rendimento. Para além do mencionado vidro, instalaram-se painéis fotovoltaicos, materiais que, juntamente com outros, permitiram obter a certificação LEED (Leadership in Energy and Enviromental Design). O Museu do Amanhã, com vidro Guardian Glass, ganhou também o Prémio MIPIM 2017 para Melhor Edifício ‘Verde’.

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