Rolls-Royce Sweptail

Como uma peça de alta-costura

\\ Texto Maria Amélia Pires
\\ Fotografia ©Rolls-Royce

Como uma peça de vestuário de alta-costura, o Rolls-Royce Sweptail é concretização de um sonho de um cliente mais endinheirado que quis ter um modelo único e feito à sua medida. Como verdadeiro conhecedor e apreciador do ‘estilista’, este anónimo – do qual apenas se deduz ser oriundo de um país onde se conduz à esquerda, pela posição do volante – escolheu o ‘tecido’, forneceu as ‘medidas’, elegeu o ‘corte’ e os ‘acabamentos’, e quatro anos e 11,5 milhões de euros depois o seu modelo estava pronto.

Foi em 2013 que o cliente encomendou um coupé de dois lugares baseado no Phantom VII Coupé, com mais de seis metros de comprimento. Pretendia que o design exterior se inspirasse nos modelos da marca dos anos 30 e 40 do século passado, o que explica a maior grelha dianteira de sempre num Rolls-Royce, em alumínio polido à mão. Da sua lista de exigências, faziam também parte um grande teto panorâmico em forma de V e referências ao mundo dos iates de luxo. Assim nasceu o Rolls-Royce Sweptail, cuja carroçaria se distingue pela silhueta fastback e pela superfície vidrada contínua, desde o pára-brisas até mesmo ao final da carroçaria, que termina num bico acentuado sobre a mala.

Quanto ao interior, tem apenas dois lugares, tal como fora solicitado, mas por trás há um vasto espaço onde se notam as referências ao mundo náutico, nomeadamente no tratamento das madeiras. Há ainda um compartimento refrigerado para uma garrafa de champanhe e dois flûtes de cristal. Se as alterações exteriores são muitas, debaixo do capot nada se alterou face ao atual Phantom VII, mantendo-se o motor V12 de 6,75 litros, ao qual se alia uma caixa automática de oito relações.

Foi apresentado no Concorso d’Eleganza Villa d’Este, em Itália, e todos os holofotes se viraram para si, por ser único, por ser uma obra de arte e por ser o automóvel mais caro do mundo.

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