Casa Velha

A sofisticada cozinha francesa

\\ Texto Maria Amélia Pires
\\ Fotografia Direitos Reservados

O que outrora fora uma bucólica quinta é hoje um mítico restaurante. Na década de 1970, o olhar estratégico de André Jordan fez dela o epicentro do que viria a ser um resort de luxo e um refúgio de golfe. A casa que alberga o Casa Velha data da primeira metade do séc. XX e é um dos marcos históricos da Quinta do Lago. Sofreu remodelações ao longo dos tempos, mas foi a última, em 2015, que fez nascer dois espaços distintos: o Bovino, uma steakhouse premium, e um recanto sofisticado de cozinha francesa, que conserva o nome original, o Casa Velha.

As influências francesas da cozinha do Chef Yannick Le Guichaoua são permeadas por inspirações lusas.

Há muito que o casal Chef Yannick Guichaoua e a Maître D’ Céline Guichaoua esperava por uma reforma assim. Com o cunho do atelier Essencia Architects e da decoradora Sofia Andrez, o Casa Velha transformou-se num sonho mediterrâneo. O salão interior lembra os ambientes nórdicos, e o terraço, debruado a ferro forjado, é um lugar de mágicas aparições, quer gastronómicas, quer panorâmicas, permitindo aos olhares que se lancem sobre os greens, sobre o sol reflectido no lago, ou sobre o mar que ao longe se avista.

À nova sofisticação juntou-se um novo cardápio, podendo o comensal eleger um dos dois menus de degustação (Signature e Epicure), com ou sem harmonização de vinhos, ou escolher à la carte as suculentas sugestões. No cortejo de pratos é possível sentir a maturidade gastronómica do Chef Yannick, que aprimorou a sua arte em alguns dos mais prestigiados restaurantes. As influências francesas da sua cozinha são permeadas por inspirações lusas, porque o Chef faz questão de usar o máximo de produtos locais de excelente qualidade, conferindo um toque novo e criativo aos pratos clássicos. Simultaneamente, Madame Céline Guichaoua e a sua equipa prestam um irrepreensível serviço de mesa. Não é, portanto, inesperado que Madame et Monsier Guichaoua tenham um grupo fiel de clientes.

Esporadicamente, Madame e Monsier levam a cabo eventos gastronómicos, como o que aconteceu recentemente, dedicado aos champanhes da casa Billecart-Salmon. O jantar, apenas para 35 comensais, incluiu um menu de sete momentos assinados pelo Chef Yannick Le Guichaoua e uma harmonização comentada por Antoine Billecart, diretor-geral da Billecart-Salmon.

No terraço vestido de gala, os olhos perdem-se no horizonte dourado, recortado pela silhueta de luxuosas mansões, enquanto a flûte borbulha e a fonte cantarola. No ar misturam-se os aromas da lavanda, do pinheiro manso e do suave odor da maresia. Os ouvidos ainda retêm a doce voz de Madame Céline: «Bonsoir, bienvenue à Casa Velha. Votre table est prête!»…

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