Convento do Paraíso

A síntese de um Algarve perfeito

\\ Texto Maria Amélia Pires
\\ Fotografia Direitos Reservados

Há elos que se estabelecem com a terra e com a história da terra. O Algarve recusa esgotar-se numa imagem hedonista confinada a uma estreita faixa costeira nos desdobráveis de promoção turística construída pelas gentes ávidas de verão. Neste mesmo Algarve, nasce a essência primordial desta terra de sol e luz, de águas tépidas e ar ameno que os Árabes conheciam como o Oeste Andaluz. De uma união feliz entre os proprietários da Quinta de Mata Mouros, a família Soares e as equipas de viticultura e enologia da Herdade da Malhadinha Nova, desponta a síntese de um Algarve perfeito: vinhos excepcionais que unificam as gentes com a história da terra.

Genialmente, toda esta fertilidade reflui e se concentra num vinho sublime que tira o melhor partido das únicas e extraordinárias condições do terroir da Quinta e do clima da região.

Remonta à ocupação árabe o topónimo da Quinta de Mata Mouros, cuja origem se perde algures entre a história e a lenda. Junto à estrutura principal do Convento de Nossa Senhora do Paraíso, do século XII, facilmente a nossa imaginação começa a percorrer mil anos de lendas de encantar e histórias bem documentadas. Deste oásis de nascentes de água doce, terras férteis e vegetação luxuriante, atravessamos o Arade e embrenhamo-nos no souk da mítica Xelb (hoje Silves) e na doçura, frescura e aroma dos seus sabores.

Genialmente, toda esta fertilidade reflui e se concentra num vinho sublime que tira o melhor partido das únicas e extraordinárias condições do terroir da Quinta e do clima da região, mantendo os tradicionais processos vinícolas – o lagar de pisa e a prensa – aliados à mais moderna tecnologia.

O Convento do Paraíso assume-se diferente, tendo passado de desafio familiar a desafiante e, ao mesmo tempo, cativante, tanto a nível de aromas como de sabores.

Num longo processo de análise e apuramento de castas, iniciado em 2000, foi avaliado o potencial do território e o microclima desta região de características mediterrâneas. Orientados pela meta de produzir vinhos de excepção, fez-se uma aposta em castas até então inéditas no local, que foram plantadas em terrenos que permaneciam virgens há mais de oito séculos.

Em 2012 surge o projeto «Convento do Paraíso», uma parceria entre os proprietários da Quinta de Mata Mouros e a família Soares, dona da algarvia Garrafeira Soares, que supera o desafio a que os primeiros se propuseram de produzir um vinho de grande qualidade, à altura dos melhores de Portugal. 

O Convento do Paraíso, resultante de um lote de Cabernet Sauvignon e Sousão, assume-se diferente, tendo passado de desafio familiar a desafiante e, ao mesmo tempo, cativante, tanto a nível de aromas como de sabores. Mas outros néctares imprevistos, nascidos nas amenas terras de Silves, conduzem a uma euforia contida – Imprevisto (tinto) e Euphoria (tinto, branco e rosé) – e transportam-nos à envolvência dos sabores e aromas de um Algarve mourisco e paradisíaco, primordial e originário, onde as lendas e a história se misturam na perfeição com o presente empreendedor das gentes da terra.

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