Luís Martins

«Cada vez que jogo golfe tenho vontade de treinar mais»

\\ Texto Maria Cruz
\\ Fotografia ©Pedro Soares

Jovem, dedicado e aficionado pelo mundo do golfe. Quisemos conhecer, de perto, o vencedor do circuito Villas&Golfe International Cup | Quinta do Lago, Luís Martins. À primeira vista, enquanto o observávamos na partida de golfe, no passado dia 25 de Agosto, no Campo do Laranjal, no Algarve, parecia um rapaz tímido, inofensivo e de poucas palavras, mas, afinal, estava apenas concentrado na prova. Fez-se vencedor! Luís gosta, para além de ocupar o seu tempo livre com o golfe, de sair com os amigos e ver TV.

«Não é um desporto em que chegas e dominas, mesmo que tenhas jeito. Requer muita prática e paciência»

Como surge na tua vida o ‘bichinho’ pelo golfe?

Quando tinha oito anos, o meu irmão entrou num clube de golfe. Certo dia, trouxe os tacos para casa, e, desde aí, foi amor à primeira vista.

Desde quando praticas a modalidade e quantas vezes por semana? 

Pratico golfe há quase nove anos. Normalmente pratico três vezes por semana, mas quando tenho torneios necessito de uma maior preparação e, então, pratico todos os dias. Aos fins-de-semana jogo acompanhado, às vezes com os meus pais, outras vezes com os meus colegas de equipa.

E os teus amigos jogam golfe contigo?

Sim. Começamos ao sábado de manhã, bem cedo, no driving range. Depois, jogamos nove buracos no Oporto Golf Club, onde todos treinamos e temos aula com o nosso treinador, Eduardo Maganinho.

Achas que a modalidade devia ser mais praticada por jovens adolescentes como tu?

Esta modalidade deveria ser mais praticada, porque é um desporto aberto a todas as idades, sem restrições. Relativamente aos jovens, penso que, na minha região (Norte), existe uma enorme competição, e muito boa, desde o escalão sub 10 até ao sub 18.

Onde e com quem aprendeste a jogar golfe?   

Aprendi a jogar golfe com a Joana Osório no Golfe Quinta da Barca, em Esposende. Neste momento o meu home club é o Oporto Golf Club e o meu número de federado é o 31023.

O que representa para ti este mundo do golfe?  

O mundo do golfe é algo do qual quero fazer parte e onde quero estar sempre presente. Cada vez que jogo golfe tenho vontade de treinar mais e de competir ainda mais. É um círculo vicioso, mas saudável.

Quando dás uma volta ao campo entras em stress, ou levas sempre a partida de forma descontraída?

Quando era mais novo levava um pouco mais ‘na descontracção’, depois houve fases em que não tinha prazer a jogar e irritava-me muito. Mas, com a experiência e os erros que cometi, aprendi que esta modalidade requer paciência, pois, nos momentos de maior pressão, é preciso ser-se um jogador calmo e sereno e, ao mesmo tempo, capaz de aguentar a pressão do jogo.

O golfe requer a prática de muitas regras. Qual é aquela que te custa mais cumprir?

Sim, o golfe tem muitas regras. Há algumas que, na minha cabeça, não têm sentido, mas ao mesmo tempo todas essas regras tornam esta modalidade muito mais interessante e complexa. É preciso agir de forma inteligente, pois o golfe não é um desporto só de ‘bater na bola’, mas também uma modalidade que requer estratégia. Aquela que me custa mais cumprir é, quando estamos no tee de saída e executamos um mau shot e a bola fica fora de limites, termos de jogar a terceira pancada do mesmo sítio.

Este torneio da Villas&Golfe foi especial, não só porque foste o vencedor do 1.º Net, mas porque conseguiste baixar o teu handicap, certo? Que importância teve para ti?

Sim, baixar de handicap foi muito bom, mas o mais importante foi reconhecer que tenho nível para jogar muitos tees abaixo do Par de campo, que foram seis.

Agora com o handicap mais baixo, dentro em breve, podemos contar contigo como jogador profissional da modalidade. É esse o teu sonho? 

É um sonho que tenho, no entanto, tornar-me profissional requer muito mais de mim, tanto a nível atlético como académico. Mas, com ‘Sangue, Suor e Lágrimas’, como dizem os meus pais e irmão, tudo é possível alcançar.

Que mensagem deixarias aos jovens que querem iniciar a sua prática do golfe?

Não é um desporto em que chegas e dominas, mesmo que tenhas jeito. Requer muita prática e paciência pois, se quiseres chegar longe, tens de sacrificar muitas coisas e fazer sempre boas escolhas. 

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