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Phantom Limbs, de Karlos Gil, na Galeria Francisco Fino

Inaugurada a 20 de setembro último, na Galeria Francisco Fino, em Lisboa, Phantom Limbs é a primeira exposição individual, em Portugal, do artista espanhol Karlos Gil, um dos sete artistas representados pela galeria que, apesar de aberta ao público apenas desde maio deste ano, é já um espaço de referência para a arte contemporânea.  

Nesta exposição, o artista explora o modo como os objetos e o seu significado se transformam quando postos em novos contextos, utilizando a abstração, a fragmentação e a memória para criar novas narrativas e possibilitar novas leituras, colapsando a distância temporal entre passado, presente e futuro. A sensação de que um membro amputado ainda está ligado ao corpo e a funcionar como parte deste é o conceito por detrás das séries de obras inéditas em exposição – Redundancy (de-extinction), Stay Gold, Phantom Limbs, Daedalus Overdrive e Black Mirror –, materializado através de analogias entre os fundamentos da escultura contemporânea e os diferentes usos e abusos das novas tecnologias nos processos de criação artística no século XXI.

Na série Phantom Limbs, que dá o nome à exposição, Karlos Gil Gil reflete sobre a fronteira entre o positivo e o negativo nos processos industriais de criação escultórica, assinalando o uso prostético dos objetos.

Karlos Gil nasceu em Toledo em 1984, e vive e trabalha em Madrid. Licenciou-se pela Facultad de Bellas Artes de Madrid, concluiu o Mestrado em Artes Visuais na School of Visual Arts em Nova Iorque e o Doutoramento em Belas Artes na Universidad Complutense de Madrid. Foi bolseiro de investigação, esteve em residências artísticas no Reino Unido e Itália, já recebeu vários prémios e tem exposto as suas obras um pouco por todo o mundo.

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