\\ Texto Ana Sofia Monteiro
\\ Fotografia Direitos Reservados

Belmiro de Azevedo

Partiu, esta quarta-feira, uma das maiores figuras empresariais de Portugal

Empresário e figura incontornável do panorama económico do nosso país e além-fronteiras, homem, líder e dono de um império, Belmiro de Azevedo faleceu esta quarta-feira (30 de Novembro de 2017), no hospital da CUF.

«Acho que sou uma mistura de animais… (…) o cão pela amizade e fidelidade, o gato pelo seu comportamento simultaneamente agressivo e carinhoso, necessário ao mundo dos negócios. Por outro lado, de vez em quando, tenho de ter uma leitura de helicóptero, e a girafa dá-me essa leitura estratégica.», dizia-nos Belmiro de Azevedo, na 2.ª edição da Villas&Golfe, corria o ano de 2002, e tinha ele 64 anos. Era um homem de horizontes, determinado, de objetivos bem norteados, que prezava a excelência e eficiência, «quando se diz para fazer é para estar feito amanhã!».

Ousado e decidido, brilhante estratega e um homem que se divertia a trabalhar.

Na edição n.º 32 da Villas&Golfe, em 2007, mais um projeto se concretizava – o Troia Resort.  Mais um projeto que sonhou e alcançou, defendendo sempre um turismo de qualidade e de respeito pelo ambiente. Dizia-nos, nessa edição, que “a criação é uma propensa de todo o ser humano” e, como homem audacioso e arrojado, sentia-se cada vez mais desafiador.

E foi sempre lutando e desafiando que trilhou o seu caminho.

No final, do empresário, fica-nos um importante legado sobre gestão empresarial, sempre assente na perseverança, firmeza e sustentabilidade dos negócios.

Da pessoa, fica-nos a lição de ética, moralidade, humildade, frontalidade e dedicação a tudo quanto se prestava, lembrando-nos que já não se fazem muitos homens assim.

Este era o homem que, um dia, há 79 anos, nasceu em Marco de Canaveses. Este era o homem de olho azul, porque nasceu a olhar para o céu como limite.

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