Sono

O Spa Vital... que é Gratuito

\\ Texto Sónia Gomes Costa
\\ Fotografia 1,2 - Direitos Reservados

Se rir é o melhor remédio para curar todos os males, dormir é o profilático mais eficaz para preveni-los e tratá-los. Sabendo da importância vital do sono, Teresa Paiva, especialista em Medicina do Sono, ensina a dormir nas consultas que dá no Centro do Sono, em Lisboa, e no «I Sleep», em português «Eu durmo». O complemento digital da clínica, lançado no início deste ano pela neurologista, tem artigos científicos sobre o sono, os sonhos, os hábitos quotidianos que afetam e desregulam o descanso, assim como conselhos, curiosidades e depoimentos de várias personalidades, e destina-se aos profissionais de saúde, aos doentes e ao comum dos mortais, que reconhecem que dormir bem é mesmo viver melhor.

Teresa Paiva alerta que é vital valorizar o sono: «As pessoas até podem aguentar durante algum tempo sem dormir bem, mas têm de perceber que um dia as consequências surgem e adoecem». Dificuldades de concentração, lapsos de memória, ou até mesmo o risco de desenvolver a doença de Alzheimer, porque «as substâncias anómalas são produzidas durante o dia e não durante a noite», são apenas alguns dos riscos. O sono funciona como uma borracha que apaga tudo o que não precisamos: «É como se fosse um spa, para a cabeça e para o corpo, que ainda por cima é gratuito», observa.

Não levar as preocupações para a cama, nem o trabalho, e muito menos o computador, os gadgets e ver televisão no quarto. 

Se não se dorme como deve de ser, as consequências alastram para o aumento de peso, risco cardiovascular, hipertensão arterial, diabetes tipo II, e risco de cancro nos órgãos sexuais femininos e masculinos, além de que existe um risco de morte precoce, até porque há maior probabilidade de acidentes. «Fazer um disparate de vez em quando não faz mal, e uma direta não mata ninguém», diz, mas convém dormir oito horas por noite. Nem mais nem menos porque os riscos são os mesmos: «Sai-se da zona da produtividade do sono e entra-se na zona de risco de doenças orgânicas». Dormir além do recomendável significa estar mais de dez horas na cama, por sistema, e «é também um grande risco para a saúde», assim como «tomar medicamentos para dormir», diz.

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