Mercado da Ribeira

A Banca Requintada da Gastronomia na Capital

\\ Texto Sónia Gomes Costa
\\ Fotografia Nuno André Santos

Desde o dia 18 de maio do ano passado, que quem entra no Mercado da Ribeira, em Lisboa, encontra o icónico espaço da Avenida 24 de Julho reinventado. Depois das 10 horas da manhã, o foco deixa descansar as antigas bancas do peixe, da carne, da fruta e das flores, para acordar um novo espaço com 500 lugares sentados num interior que oferece mais de 30 modernas bancas de gastronomia e restauração, e 250 lugares de esplanada. Aqui pode degustar-se o requinte das iguarias de Henrique Sá Pessoa, Alexandre Silva ou Vítor Claro, e provam-se as já mediáticas criações do Honorato, d?O Prego da Peixaria ou da Santini.
E é nas horas das refeições principais que o auge do movimento se faz sentir, nesta que é uma espécie de banca gigante que mostra ao vivo e a cores os eleitos da revista Time Out, a cocriadora que assina o projeto de recriação deste mercado. João Cepeda, diretor e sócio da Time Out Lisboa, e diretor geral do Mercado da Ribeira, admite que esta «é a primeira fase da concretização de um sonho megalómano», desde que a revista venceu, em 2010, o concurso público lançado pela Câmara de Lisboa, para a exploração, por 20 anos, de cerca de metade do piso térreo e dos 4500 m2 do primeiro piso do mercado.

Agora, quem chega ao Mercado da Ribeira pode encontrar o que de melhor existe na comida portuguesa.    

Agora, quem chega ao Mercado da Ribeira pode encontrar o que de melhor existe na comida portuguesa, num mesmo espaço e a preços competitivos: «Consegue comer os melhores hambúrgueres, o melhor cozido, o melhor leitão da Bairrada e os melhores pratos sofisticados, pelo Henrique Sá Pessoa ou a equipa do Vila Joya», conta o responsável, sublinhando também o fator X do conceito que permite «juntar à mesma mesa estes pratos todos, de acordo com a preferência de cada pessoa, em formato de petisco ou como prato principal», o que, realça, «é uma coisa única pela qual temos sido elogiados em todo o mundo».
Numa segunda fase, prevista terminar ainda antes do projeto comemorar um ano, a Time Out alargará a sua presença no piso 1, que incluirá um restaurante com 150 lugares sentados, o qual, segundo João Cepeda, «será um dos maiores da cidade», e também um café, uma loja, um bar, «que estará aberto até de madrugada» e um posto de informação turística. Este espaço terá também «uma sala grande para a realização de espetáculos diversos, como concertos, uma sala mais pequena para eventos vários e antecipações ao nível de exposições e de tudo do que se passa na cidade», adianta, referindo que o Fado também estará representado com artistas permanentes no espaço, além de outras atividades pontuais, à semelhança da dinâmica que a revista simboliza. Isto porque, recorda: «Tudo o que está na revista Time Out pode ganhar corpo aqui. Este é o conceito fundamental do nosso projeto».

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