Filipa Júlio | Josefinas

«Há paixão e há alma nas Josefinas»

\\ Texto Estela Ataíde
\\ Fotografia Josefinas

O nome vem da avó, Maria Josefina, que a acompanhava às aulas de ballet e em passeios pelo Porto, mas a alma nasceu do sonho de Filipa Júlio, empenhada em criar calçado feminino que conjugasse conforto com bom gosto e versatilidade.
Assim surgiu a Josefinas, marca portuguesa de sabrinas de luxo que, entre os modelos mais clássicos e as «sabrinas mais caras do mundo», apresenta soluções elegantes e práticas para mulheres que procuram peças com qualidade e glamour. Idealizadas e manufaturadas em Portugal, as exclusivas Josefinas já conquistaram o mundo, destinando-se atualmente 30% da sua produção à exportação.

Formou-se em arquitetura. O que a motivou a lançar-se no desafio de criar as Josefinas?

Sou neta de um sapateiro, fiz ballet durante dez anos, sou naturalmente orgulhosa dos produtos portugueses ? tudo isto se combinou naturalmente e deu origem às Josefinas. Não abandonei a carreira de arquiteta, ainda trabalho na área, mas não a full time. A arquitetura está presente na minha vida, nunca a abandonarei. Ela ajudou e ajuda-me a saber estruturar um projeto e a levá-lo a bom porto. Foi, e é, fundamental para criar as Josefinas.


E porquê desenhar sabrinas e não outro tipo de calçado?

Criar um calçado prático, elegante, que honrasse o meu passado de bailarina e o futuro da mulher moderna portuguesa, foi o meu sonho e objetivo. Rapidamente cheguei ao conceito das sabrinas. 


Como se cria uma marca de sabrinas de luxo, quando normalmente essa palavra é sobretudo associada a calçado de salto alto?

A marca Josefinas encontra-se na nova classe de affordable luxury. Cada par de Josefinas é feito por mãos que contam anos de história e de saber na arte de bem-fazer sapatos. Há paixão e há alma nas Josefinas. São criadas por pessoas, cada corte feito na pele, cada linha que une as suas partes na perfeição. Valorizamos os pormenores. Os detalhes são extremamente importantes. Claro que apenas usamos os melhores materiais na manufatura das Josefinas. E isso transparece na qualidade e no conforto. A marca Josefinas tem uma aura, uma alma muito especial.

«Adoro sentar-me no estirador e idealizar, apenas com papel e lápis, novas Josefinas»

Como são as mulheres que calçam as Josefinas?

As mulheres que calçam Josefinas são, maioritariamente, independentes, modernas. Valorizam produtos de grande qualidade e mais exclusivos.  


Lançaram recentemente as Josefinas Sal Azul Persa, as «mais caras sabrinas do mundo», adornadas com ouro e topázio. Existia uma lacuna no segmento premium de calçado simultaneamente confortável e exclusivo?

É muito mais do que isso. Estas Josefinas não se limitam aos materiais. Elas são o nosso manifesto à arte de criar à mão e à valorização dessa arte, que pode ser sentida num par de sapatos. O savoir-faire não é mensurável. A criação de um par de sapatos pode ser facilmente relacionada com o conhecimento necessário para criar uma joia perfeita.

Ao juntar estas artes, algo único nasce, elevando os sapatos para um novo estado, o de arte. Um sapato feito à mão tem a singularidade e a mística que apenas uma pedra precioso pode reproduzir. As Josefinas Sal Azul Persa incorporam todo este savoir-faire com joias em ouro e topázios.


O que a inspira quando desenha os novos modelos?

Inspiro-me em viagens e aventuras. A minha mais recente inspiração foram os ricos contos das «1001 Noites». Para mim, é uma paixão desenhar e criar as Josefinas. Adoro sentar-me no estirador e idealizar, apenas com papel e lápis, novas Josefinas.


Uma das particularidades das Josefinas é o cordão ser ajustável, ao invés de meramente decorativo. Porquê este pormenor?

Os detalhes são extremamente importantes para mim e a funcionalidade do cordão das Josefinas é um dos muitos reflexos disso. Esta particularidade permite apertar ou alargar as Josefinas de acordo com a necessidade de cada pé.


As Josefinas são exclusivamente feitas em Portugal, por artesãos portugueses e com materiais nacionais. Esta opção é um dos pilares da marca?

Sem dúvida! A grande maioria dos produtos utilizados na confeção das Josefinas é oriunda de Portugal e, sempre que possível, optamos por essa origem. A criação à mão por mestres sapateiros torna as Josefinas únicas e de uma grande qualidade, pelo que nunca abdicaremos disto.


São a primeira marca nacional recomendada pelo Instagram. Qual tem sido a importância das redes sociais no crescimento da marca?

Somos uma empresa digital e, como tal, sermos recomendadas por uma das maiores redes sociais, com maior relevância na atualidade, foi um grande «prémio», um enorme reconhecimento. Para além disso, no ano 2014 ganhámos o prémio Mercúrio pelo melhor negócio online, o que para nós foi uma enorme recompensa. Tudo isto só nos faz sentir que estamos no bom caminho, que as Josefinas vão longe e vão fazer história para Portugal.


Podemos esperar novos produtos, além das sabrinas?

Estamos a prever, a curto/médio prazo, diversificar a marca para outros modelos, que personifiquem o conceito base das Josefinas: elegância, conforto e savoir-faire

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