Jofebar

Uma janela de saída para o mundo

\\ Texto João Afonso Ribeiro
\\ Fotografia Manuel Teixeira

O que até 2003 era uma serralharia comum, cresceu e tornou-se naquilo que hoje é uma empresa com presença global, focada na exportação e cujo volume de faturação no ano transato atingiu os 30 milhões de euros. A Jofebar é um caso de sucesso no mercado da construção, um exemplo de uma empresa que conseguiu crescer enquanto o mercado definhava, em consequência da crise económica que abalou Portugal e a Europa em 2008. A solução passou pela criação de uma marca no ramo das janelas minimalistas, a PanoramAH!, que veio dar um impulso a uma empresa cujo ponto de viragem começou com a adjudicação do projeto da Casa da Música. Eurico Almeida, arquiteto e administrador da Jofebar, explica que o projeto da Casa da Música «definiu a segunda parte da história da empresa, que ganha uma obra de referência, executa-a com qualidade e passa a ser referenciada no mercado».

A Jofebar fechou 2014 com um volume de faturação na ordem dos 30 milhões 

Foi a partir deste momento que o crescimento se tornou exponencial. E foi muito graças à PanoramAH! que a empresa cresceu e se solidificou. Mas o que é, afinal, a PanoramAH!? Eurico Almeida, no projeto desde o início e uma das principais caras da marca, explica que, no fundo, é um «sistema de janelas minimalistas que suporta a sua solução no vidro». Por outras palavras, o vidro é estrutural dentro do sistema, suportando a janela sem a necessidade de outros elementos, que tradicionalmente compõem todas as soluções feitas em vidro. De uma forma prática, Eurico Almeida compara o sistema com as soluções existentes em alumínio: «enquanto no sistema tradicional o alumínio é estruturante, na janela minimalista é o vidro que permite que a janela corra».

No entanto, a PanoramAH! só surge em 2008. Antes disso, a empresa iniciara o seu processo de crescimento quando se tornara representante em Portugal de uma marca suíça que também apresentava soluções no âmbito das janelas minimalistas. Daí até à criação de uma marca própria foi um pequeno passo. Mantiveram-se, no entanto, as ligações à Suíça, cuja cor e símbolo da bandeira estão presentes no símbolo da empresa, uma espécie de Galo de Barcelos em versão suíça. E porquê esta ligação ao país helvético? «É, acima de tudo, uma estratégia de marketing, já que associar a marca à Suíça dá uma credibilidade que é importante em alguns dos mercados com que trabalhamos», revela o admnistrador.

Presente nos cinco continentes, tem nos Estados Unidos, Reino Unido e Suécia os mercados mais importantes.

 

O volume de exportações viria então a crescer, de tal forma que hoje representa 80% do volume de negócios da empresa. Estados Unidos, Reino Unido e Suécia são os mercados mais importantes, mas a empresa está presente em todos os cantos do globo. Por agora, o objetivo passa por consolidar o crescimento, que tem sido constante após um período de estabilização em 2011. No que diz respeito à estratégia, o caminho passa por inovar o mercado: «buscamos continuamente soluções inovadoras e exclusivas ao nível do minimalismo, mas nós somos uma empresa que faz fatos à medida», conclui Eurico Almeida.

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