Quénia

Exuberância da vida selvagem

\\ Texto Maria Amélia Pires
\\ Fotografia 3/5/6/7/8 - Sanctuary Retreats, Olonana Retreats

Há viagens que se fazem para nunca mais voltar. Só de ida, porque o que se descobre do mundo e, principalmente, do nosso mundo interior, não nos permite voltar onde parámos, como quem reabre um livro na página marcada.

Fomos e voltámos, mas o fascínio que África provoca a quem a visita desconstrói um pouco do que costumávamos ser. O Quénia, na África Oriental, exerce sobre nós essa magia, talvez pelas cores, os sons dos batuques, a luz, sabores, rituais, talvez pela vida, como se tudo vibrasse ao ritmo da liberdade. Savanas, reservas, culturas intemporais e inalteradas pelo mundo moderno, praias de águas cristalinas e recifes de corais, florestas equatoriais e portentosas montanhas nevadas, desertos escaldantes? constituem oportunidades ímpares para a aventura, descoberta e relaxamento.

É impossível ficar alheio ao espetáculo da migração anual de gnus em Masai Mara, ou perder a oportunidade de ficar frente a frente com um elefante na Reserva de Amboseli, ou ainda ficar indiferente aos milhares de flamingos que habitam o Lago Nakuro. Assim como é impensável não visitar a segunda maior cidade do país, Mombaça, ou a cidade costeira de Melinde, pelo seu multiculturalismo, proveniente da presença de colonizadores de várias origens do mundo, nomeadamente de portugueses. Vasco da Gama foi o primeiro europeu a pisar Mombaça e foi o precursor da presença lusa, que durou cerca de 200 anos.

É, porém, Nairobi a capital do Quénia e a sua maior cidade. O Museu Nacional, os jardins botânicos ao seu redor, o Museu Karen Blixen, localizado na antiga residência da autora do livro África Minha, e o Parque Nacional permitem conhecer um pouco da história, cultura, arte, natureza e vida selvagem do país sem sair da cidade. Mas é o pôr do sol, as noites estreladas à volta da fogueira, a convivência com o seminómada povo Masai, a proximidade dos animais selvagens, a aparição do Monte Quénia ? o segundo ponto mais alto do continente africano ?, são os aromas das florestas? que nos fazem entender que é percorrendo o Quénia que se somam memórias de momentos extraordinários.

O convívio com a vida selvagem, sem descurar a sensação de luxo, é talvez a primeira imagem que concebemos quando pensamos no Quénia e talvez aquela que mais consta nos folhetos de viagens. E não é para menos. O Quénia é considerado um dos melhores destinos de safari do mundo (devido à qualidade das infraestruturas, exuberância da natureza, vastas savanas e abundantes fenómenos migratórios). Os seus parques são dos mais visitados e neles se podem observar leões, leopardos, elefantes, búfalos, rinocerontes, zebras, girafas, flamingos, avestruzes, etc.

Com uma localização privilegiada, no sopé da Siria Escarpment e nas margens do rio Mara, o Sanctuary Olonana conjuga o luxo das suas ?tendas?, cujas valências são quase inimagináveis num acampamento, com uma grande concentração de vida selvagem. Já o Sanctuary Retreats Private Camping, no coração do Quénia, oferece experiências de safari flexíveis, à medida de cada cliente e programadas por equipas experientes. Aqui, percorrer paisagens de cortar a respiração, repletas de animais selvagens, nunca significa comprometer o conforto, o luxo e a autenticidade.

Com uma indelével variedade de vida selvagem que se vai desenhando em paisagens únicas, o Quénia é um destino único, longe dos mitos urbanos, onde o tempo não se conta em horas, mas em batidas de coração. Fomos e voltámos, mas a página marcada conta uma nova história?

PARTILHAR O ARTIGO \\