Best Doctors

João Pedro Madureira

\\ Texto João Afonso Ribeiro
\\ Fotografia Nuno André Santos

«É importante ter especialistas conhecedores a colaborar com os médicos locais»

Na hora de enfrentar uma doença, quão tranquilizante seria ouvir a opinião de um médico especialista de referência a nível mundial? Desde 2008 que isso é possível em Portugal e de uma forma completamente gratuita, desde que o paciente esteja coberto por um dos vários seguros de saúde parceiros da Best Doctors. Através desta empresa, qualquer paciente pode ter acesso a um dos maiores especialistas na sua doença, disponível para fazer a revisão do caso no que diz respeito ao diagnóstico e aos planos de tratamentos. Uma multinacional americana, criada há cerca de 25 anos por médicos de Harvard, a Best Doctors conta com cerca de 50 mil médicos especialistas em cerca de 450 subespecialidades médicas e é João Pedro Madureira, Country Manager da empresa em Portugal, quem fala à Villas&Golfe sobre o modus operandi da Best Doctors, bem como sobre a importância da segunda opinião médica.

Em que moldes actua a Best Doctors?

Em Portugal damos acesso a estes serviços através de seguradoras. Trabalhamos com algumas das principais seguradoras presentes no mercado português e de uma forma absolutamente única e universal. Com isto quero dizer que o cliente tem acesso ao conhecimento na sua língua e tudo é feito sem custos adicionais e de uma forma extraordinariamente rápida. Além disso, o nosso trabalho passa também, por um lado, por apoiar o paciente em tudo o que é recolha da sua informação médica e, por outro, temos ainda uma equipa médica que acompanha o paciente, garantindo o acesso ao melhor conhecimento médico. Assim, queremos garantir que o paciente se sinta acompanhado do ponto de vista emocional durante todo o processo.

 

Fora da Best Doctors dificilmente um paciente comum teria acesso a um médico de referência?

Não diria isso, mas, acima de tudo, a Best Doctors oferece o serviço de uma forma universal. Alguém que necessite, independentemente do ponto geográfico em que se encontre, pode ter acesso a um dos melhores especialistas mundiais para o seu caso específico. O paciente não precisa de se deslocar ao país onde o médico opera, não precisa de se preocupar com questões linguísticas, não precisa de se preocupar com reservas de consultas, nem com a recolha dos seus dados médicos. Tudo isto fica a nosso cargo, para que a pessoa se preocupe exclusivamente em melhorar. Ligamos pacientes em qualquer ponto do mundo a médicos de qualquer ponto do mundo.

 

Como é prestado o apoio?

Começamos por fazer uma primeira recolha do historial médico juntamente com o paciente, por telefone. Numa segunda fase, em nome do paciente, fazemos a recolha de toda a informação médica, como exames e relatórios. Tendo estes dois elementos, incluindo o relatório do médico assistente, temos um médico que faz o sumário clínico de toda esta recolha e toda a história clínica. De seguida, é identificado um especialista ou uma equipa de especialistas que melhor pode responder a este caso específico. E estamos a falar de especialistas que podem trabalhar no hospital John Hopkins ou na Cleveland Clinic que, num prazo bastante curto, nos responde ao que, na sua opinião, poderá ser o diagnóstico, quais as opções de tratamento mais ajustadas ao caso e, não menos importante, responde a todas as perguntas que a pessoa tenha feito.

«É plenamente reconhecido pela Ordem dos Médicos que a segunda opinião médica é um direito do paciente»    

Como é transmitida essa informação ao paciente?

Este relatório é dado à pessoa na sua língua e na língua original do médico e o que fazemos é insistir para que esse mesmo relatório seja partilhado com o médico assistente. Assim, em função do contexto e do conhecimento, paciente e médico assistente podem, em conjunto, tomar a melhor decisão. Não há necessidade de se deslocar, o médico assistente tem acesso à melhor informação e ao conhecimento técnico específico para determinado tipo de caso, sem necessitar de passar horas a pesquisar nas diversas revistas e sites médicos. Ao fim do dia, essa informação permite que a decisão tomada seja melhor e que a recuperação seja mais rápida, mais sustentável e mais durável.

 

Que critérios se usam na selecção de médicos de referência?

Perguntamos aos médicos quem, de entre eles, é comummente considerado como o grande especialista dentro de uma área específica. Assim, os melhores médicos são identificados pelos próprios médicos, pelos pares. A informação recolhida é depois validada por alguns outros critérios: número artigos médicos escritos, notoriedade do hospital em que trabalha e, claro, experiência acumulada. No conjunto destes resultados, identificamos o conjunto de médicos que pode fazer parte da equipa Best Doctors.

 

Os médicos assistentes aceitam a procura de uma segunda opinião?

É plenamente reconhecido pela Ordem dos Médicos que a segunda opinião médica é um direito do paciente. Os próprios médicos afirmam que eles próprios têm necessidade de falar com os colegas. Aqueles que têm contactos de referência internacionais, frequentemente aproveitam para debater casos clínicos com eles. Isto é algo bastante comum. Semanalmente, nos hospitais, os médicos têm reuniões para discutir casos clínicos e isto é também uma forma de pedir uma segunda opinião médica.

 

Há registo de muitos diagnósticos errados?

Os números oficiais apontam entre 10 a 15% de mudanças de relatório, que podem ser mudanças significativas ou afinamentos no diagnóstico, e cerca de 30% de alterações nos tratamentos ou opções de tratamento. A necessidade de reforçar o diagnóstico é algo reconhecido pelas principais entidades mundiais, mas mais do que isso é importante ter especialistas conhecedores a colaborar com os médicos locais, de forma a que as decisões sobre diagnóstico e tratamento sejam feitas em função do caso e até da preferência da pessoa.

«Ligamos pacientes em qualquer ponto do mundo a médicos de qualquer ponto do mundo»    

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