Wewood

Uma homenagem à marcenaria portuguesa

\\ Texto Andreia Filipa Ferreira
\\ Fotografia Wewood - Portuguese Joinery

Para contarmos a história da Wewood, temos obrigatoriamente de recuar a 1964. Nesse tempo, pelas mãos de Carlos Alfredo, na cidade nortenha de Rebordosa, surgia um pequeno projeto familiar de fabricação de móveis em madeira maciça. Com apenas seis funcionários iniciais, a Móveis Carlos Alfredo foi conquistando o mercado interno graças à sua versatilidade e capacidade de fabricar mobiliário clássico e contemporâneo de qualidade. Rapidamente, o investimento em inovação tecnológica aliado a trabalhadores qualificados que, artesanalmente, davam o toque final às peças, trouxe o mundo a Rebordosa, fazendo a pequena empresa crescer e iniciar um caminho de exportação de quase 90% do mobiliário produzido. A Carlos Alfredo juntou-se Salvador Gonzaga, um dos filhos e o rosto da marca recentemente criada para responder às exigências de um mercado premium e cada vez mais global: a Wewood ? Portuguese Joinery.

Introduzindo inovação e design num sector classificado como tradicional, a ideia da Wewood começou a ser delineada em 2010, mas só em Janeiro de 2012 é que a marca portuguesa se apresentou ao mercado internacional, através da presença na feira Maison & Objet, em Paris. Herdando toda a experiência marceneira da Móveis Carlos Alfredo e criando produtos de excelência graças aos detalhes criativos da responsabilidade de uma equipa de designers interna, externa e de diferentes nacionalidades, a Wewood foi conquistando clientes e marcando uma posição face à concorrência, tipicamente com maiores referências a nível de design ? como é o caso de França ou de Itália. De acordo com Salvador Gonzaga, CEO da Wewood, foram os detalhes apenas alcançáveis através das mãos hábeis dos artesãos, que trabalham a madeira maciça onde assentam todas as peças da marca, que proporcionaram a clara distinção do produto português no mercado internacional. «Apesar da Wewood estar no mercado há apenas quatro anos, sentimos que já nos associam a qualidade e isso, como é óbvio, traduz-se em vendas e novos clientes», refere Salvador, afirmando que a marca tem vindo a crescer de forma gradual e sustentável. Com a unicidade da técnica portuguesa como fator diferenciador, a Wewood está hoje presente em mais de 30 mercados, através de agentes revendedores, contando com uma faturação média anual na ordem de um milhão de euros. Itália, Suíça, Alemanha, Dinamarca, Reino Unido, EUA, México, Arábia Saudita, Líbano, Índia ou Austrália são apenas alguns exemplos da presença de produtos Wewood no mundo. A acrescentar à enumeração estão ainda novos territórios alcançados durante 2015, como o Canadá, Rússia, Taiwan e Japão. «Em 2015 registámos um crescimento de quase 50%. O mercado asiático, através da presença em Hong Kong, China, Coreia, Malásia e Japão, foi o que registou maior crescimento, correspondendo a 65% da nossa faturação. No entanto, temos noção de que este resultado é fruto de um forte investimento em comunicação, dedicação e aposta constante em produtos únicos e inovadores», explica o CEO da marca.

Permitindo aos clientes personalizar as peças de acordo com as preferências em termos de medidas, acabamentos e tecidos, as colecções Wewood caracterizam-se pela intemporalidade. Sendo presença assídua nas mais reconhecidas feiras internacionais do sector, desde a Maison & Objet de Paris e Singapura à ICFF de Nova Iorque ou à iSaloni de Milão, a Wewood promete continuar a levar o selo de qualidade português além-fronteiras. O compromisso mais importante? Nunca descurar o toque especializado e singular dos artesãos que, com todo o primor e mestria, transformam cada peça de mobiliário em autênticas obras de arte. 

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