Ilhas Féroe

Vestidas de verde

\\ Texto Maria Amélia Pires

Não fossem as casas coloridas, com telhados atapetados por relva, e outros discretos indícios humanos, poderíamos dizer que aqui a natureza é intocada. As exuberantes montanhas, o Atlântico Norte em jeito de abraço, as falésias escarpadas, os fiordes labirínticos, os idílicos portos pesqueiros, as ovelhas que se espraiam pelas colinas são algumas das razões que levaram a National Geographic a considerá-las o mais autêntico, natural e atraente destino insular, atribuindo-lhes o título de As ilhas mais interessantes do mundo.

São as Ilhas Féroe, situadas entre a Islândia, a Escócia e a Noruega, pertencendo, porém, à Dinamarca. O arquipélago é composto por 18 ilhas separadas por curtas distâncias. Streymoy, no centro do arquipélago, é a maior e alberga a capital, Tórshavn, que possui 15 mil habitantes.

Tórshavn, para além dos encantos comuns a todo o arquipélago, como as casas pitorescas de madeira, pintadas das mais variadíssimas cores, possui uma Fortaleza do século XVI (Fort Shansin), o Museu de Arte Moderna, o Museu Histórico, o Museu de História Natural e uma Catedral antiga que remonta ao final do século XVIII. Tinganes é a parte mais antiga da cidade e o lugar onde no século IX os habitantes reuniam para decidir sobre os destinos das ilhas. Ainda na ilha Streymoy, na pequena aldeia de Kirkjubøur, existem as grandes e majestosas ruínas da Catedral de Magnus, construída no final do século XIV, que é o principal monumento histórico das Ilhas Féroe.

As ilhas possuem características selvagens. A farta fauna marinha da região do Atlântico faz com que a pesca seja a principal atividade, seguindo-se a pastorícia. A vegetação natural das Ilhas Féroe é composta por mais de 400 espécies de plantas, mas, curiosamente, a natureza feroesa é caracterizada pela quase ausência de árvores. O clima é frio, mas nada impede a observação de aves, de baleias, o trekking, as excursões de barco, que oferecem panoramas soberbos sobre a morfologia acidentada, com costas alcantiladas recortadas por profundos fiordes.

No álbum das recordações, traz-se indubitavelmente o verde, o colorido das casas, as paisagens de cortar o fôlego, a rica gastronomia, os sorrisos dos seus habitantes e, sobretudo, um ritmo de vida que parece iludir os relógios do tempo?

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