Banda Kakana

Música - mensageira de paz

\\ Texto Maria Amélia Pires
\\ Fotografia Nuno Noronha

Há muito que a voz simultaneamente forte e aveludada de Yolanda Chicane era um prenúncio de sucesso, desde a infância, quando surgiu o gosto pela música, mas foi no ano 2000 que lhe foi reconhecida, num concurso televisivo para novos talentos. Já fazendo parte de uma banda ? Optimistas ? Azarias Arone (Jimmy Gwaza) percebe o talento da cantora e convida-a para fazer parte de uma nova formação, a Banda Kakana. Era o ano de 2004. Desde então, tem havido alterações nos elementos do grupo, mantendo-se, no entanto, os dois fundadores.

O seu estilo é peculiar e o género incapaz de se rotular com os pré-existentes, por isso eles próprios preferem chamá-lo de Afro Moz, talvez por ser uma fusão de géneros e pela moçambicanidade dos ritmos e dos sons. Certo é que a sua música já lhes valeu diversos prémios e nomeações, como, no TOP NGOMA, o Prémio Revelação, em 2007; Melhor Voz Feminina, em 2007 e 2010; Melhor Banda, em 2009; e, nos Moçambique Music Awards (MMA), Prémio Fusão.

Definindo-se como lutadores, que vivem da música e trabalham em prol da música, e da cultura em geral, têm o sonho de levar os sons de Moçambique além-fronteiras, acreditando que o público é o maior impulsionador da Banda e é através dele que outros organismos poderão patrocinar bandas e músicos. E público não lhes tem faltado. Talvez pelos sons cativantes, por assumirem a responsabilidade social que acreditam ter a música, pelo amor e pela paz sempre presentes nas suas letras, pelo prazer, realização e emoção que sentem quando entram em palco.

A Banda Kakana acredita que a música é uma linguagem universal de concórdia.

É na Avenida 24 de Julho, em Maputo, os estúdios da Banda Kakana, que ensaiam semanalmente, dando asas à criatividade, aprimorando os sons. Yolanda, para além de ser responsável pela voz, é também compositora, e Jimmy, além de guitarrista, é produtor e compositor. O marketing e media estão a cargo de Cremildo Patrick. Estes, juntamente com os outros músicos, fazem com que palavras e melodia se conjuguem, se fundam na canção e toquem quem os ouve. Para já têm actuado na cidade e província de Maputo, embora já se tenham apresentado fora do país. Mas a esperança é enorme: a de levar a música e a cultura moçambicanas muito mais além, porque acreditam que a música é uma linguagem universal de concórdia.

E agora sim! Senhoras e senhores, nas guitarras, Jimmy Gwaza e Djivas; no baixo, Realdo Salato; nas teclas, Figueiredo (Figas); na bateria, Joaquim (Quinzinho), e na voz, Yolanda Chicane! Eles são a Banda Kakana! «Estou aqui, com a guitarra na mão e o poema no coração?» (Tema Serenata).

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