Luxevile Racing Team

Uma dupla de sucesso


\\ Fotografia Direitos Reservados

Começaram a correr por 'acidente', em idades diferentes e, além da consanguinidade, partilham o gosto pelo desporto automóvel. Eugénio e Sérgio Montez formam a Luxevile Racing Team e comandam o Lamborghini Huracan LP620-2 ST.

Este ano, a estreia dos pilotos deu-se a 22 de Abril, no Circuito de Monza, em Itália, que recebeu a primeira jornada do Lamborghini Super Trofeo 2016. No fim de semana de 13 de Maio, o Super Trofeo passou pelo Circuito de Silverstone (Inglaterra). Paul Ricard (França) aconteceu entre 24 e 26 de Junho. Seguir-se-ão os circuitos de SPA - Francorchamps (de 28 a 31 de Julho, em Liège, Bélgica), Nürburgring, a 16 de Setembro e, em Dezembro, a última e derradeira corrida ocorrerá em Valência, Espanha. A Villas&Golfe associou-se a esta dupla de pilotos e quis conhecê-los um pouco melhor.

Eugénio, o irmão mais velho, começou primeiro no circuito Vasco Sameiro, em Braga. Seguiram-se o Campeonato da FEUP, onde correu com um Fiat Uno, e o Campeonato Nacional de Velocidade, ao volante de um protótipo Norma M20FC, desta vez já com o seu irmão, Sérgio, e juntos deram o salto para o Trofeo Lamborghini. Hoje, partilham o carro e o tempo que dedicam a este hobby, que é muito, atendendo a que ambos estudam. Eugénio, Gestão de Empresas; Sérgio, Gestão e Direito. Entre aulas, exames, idas ao ginásio, treinos e fins-de-semana com corridas, o tempo é, de facto, como em pista - uma correria. 

Quando questionados acerca daquilo que os distingue, foram peremptórios: «Penso que tenho mais sangue frio. Numa situação de corrida sou mais rápido a arriscar», confessa-nos Sérgio. Já Eugénio assume: «Somos um mais cauteloso que o outro, sendo eu, claro, o mais cauteloso». Fruto dos cinco anos de diferença de idade ou não, a verdade é que ambos se sentem ligados dentro e fora dos circuitos.

Unânime é também o balanço que fazem das suas prestações no Super Trofeo deste ano: positivo e de grande evolução face ao ano transato. Há sempre que contar com o período de adaptação ao carro, que lhes exige pulso e destreza, ao mesmo tempo que serpenteiam as inúmeras curvas que hoje conhecem melhor. O esforço é sempre compensatório e já lhes valeu a passagem pelo segundo e terceiro lugares do pódio. Chegar à vitória é apenas uma questão de tempo e persistência, mas não é nada que assuste esta dupla.

Os maiores desafios da vida, quando comparados com uma competição, mereceram respostas diferentes. Se, anteriormente, foi Sérgio Montez que se mostrou mais arrojado em pista, parece mais ponderado na hora de avaliar os riscos inerentes a cada uma das situações. É que «fora das corridas, há muito para estudar e trabalhar para conseguirmos destacar-nos neste mercado moderno e competitivo». Por outro lado, «os desafios ao volante são sempre mais fáceis de resolver, basta concentração e treino que tudo se resolve», comenta Eugénio.

Da conversa com os dois pilotos ficou provado que, de facto, «quem corre por gosto não cansa». Nem de propósito, a preparação que antecede cada corrida, assim como a adrenalina que acompanha cada movimentação dentro do cockpit, é o escape destes dois irmãos. Das pistas retiram lições de dureza, de responsabilidade, disciplina e iniciativa. Fora delas, a renovação da esperança na conquista de mais troféus.

 

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