Casa da Calçada

Hotel de Charme

\\ Texto Maria Cruz
\\ Fotografia Direitos Reservados

A elegância é tanta que o próprio tempo se torna escasso para nos deixar apreciar, por completo, a beleza da Casa da Calçada, um espaço repleto de charme e de luxo. Situado entre a cidade do Porto e o Vale do Douro, o hotel deixa-nos rendidos à história nele enraizada. E, agora, deixemos a azáfama da cidade para trás e sigamos viagem até Amarante. Começa em 2001, ano da sua abertura. O cenário é idílico: com um estilo Barroco original, alguns pormenores neoclássicos e uma envolvência romântica. Resta-nos viajar no tempo. Vamo-lo descobrindo à medida que entramos.

Pertencente à Associação de Hotéis Relais&Châteaux, a Casa da Calçada, com a sua majestosa beleza, paisagista e arquitectónica, é um verdadeiro hotel de luxo, localizado bem no centro de Amarante. «O Governo português já o caracterizou como sendo um edifício de relevante interesse arquitectónico, histórico e cultural», refere Pedro Couceiro, o diretor-geral do Hotel. Foi durante o século XVI que se construiu este palácio, com o sentido de ser um dos principais palácios do Conde de Redondo. Vieram as Invasões Francesas. Instalaram-se os comandos aliados, inglês e português, e, mais tarde, já no início do século XX, o edifício passou a ser um marcante ponto de encontro para políticos e intelectuais. Nele nasceu António do Lago Cerqueira, em 1880, um dos mais importantes líderes políticos da Primeira República.  Mas é em 2001 que tudo muda. A propriedade foi recuperada e transformada num hotel de cinco estrelas, tornando-se num dos hotéis mais emblemáticos da história portuguesa. Em Novembro de 2003, torna-se membro da conceituada cadeia Relais & Châteaux.

Com uma decoração do estilo romântico, a Casa da Calçada transmite tranquilidade a quem por ali pernoita. Os móveis dos seus 30 quartos, incluindo suítes, são de uma extrema elegância e elevado requinte, os tecidos e os pormenores decorativos conduzem-nos ao passado e a um ambiente familiar. «O Destino Porto - Norte de Portugal atrai cada vez mais os turistas que fogem dos destinos massificados. Procuram a tranquilidade da natureza, a história, cultura e a gastronomia do Norte de Portugal», salienta Pedro. Sendo Amarante uma zona monumental preservada, há sempre o que visitar. A Casa da Calçada é uma casa que transmite requinte, glamour, realeza, aristocracia e, ao mesmo tempo, um pedaço de modernidade. E a estas características aliam-se a comodidade e a arte de bem receber.

A sazonalidade pouco se sente na Casa da Calçada, ainda que a época de maior ocupação se registe entre Maio e Setembro. Talvez porque há sempre um passado que se coaduna com o presente, ou pelas paisagens ao redor, que mudam ao sabor das estações, ou ainda pela proximidade do Golfe de Amarante, propriedade do mesmo grupo.

E não é apenas pela beleza envolvente que os hóspedes se sentem atraídos. Os pratos criados pelo chef André Silva são sempre um pretexto para visitar Amarante. André gosta do que faz, fá-lo com paixão, valorizando sempre os «produtos da região e do país», confessa. A exigência passa muito pela escolha criteriosa de produtos de excelência, mas também pela beleza no empratamento.      

Largo do Paço, da Casa da Calçada, é o único restaurante do norte de Portugal com uma estrela Michelin.   

Convidamo-lo a jantar! Começamos com Lagostins da nossa costa e atum (tamarilho teriyaki, daycon e enokis), envolvido num cenário misterioso; passamos ao Salmão e Carabineiro (beterraba, lima, chilli e cebola nova); deliciamo-nos com o Bacalhau meia cura e Amêijoas (couve-flor, ovas de truta, pak choi e coentros) cujo empratamento nos cativa à primeira vista; saltamos para o Peixe-galo e Rebentos de soja (jus de vitela, lula gigante, endro); e, entusiasmados pela ementa apresentada, continuamos com o Lavagante e galinha (linguini trufado, aveludado de patas de galinha, ovo de codorniz e caviar); não interrompemos!? eis o momento do Borrego e alcachofras (molho de vinho tinto, morchella esculenta, milho, alcachofras e pistácio), cujo sabor se demora no palato; e, depois, deliciamo-nos com o Morango e líchias (panacota, merengue e red velvet). E paramos!

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