Filipe Lima

Português, de alma e coração

\\ Texto Andreia Filipa Ferreira

Na mesma rota dos antepassados, o golfista português Filipe Lima atravessou o Atlântico rumo à cidade maravilhosa. Com o orgulho estampado no seu rosto, Filipe Lima preparava-se para representar Portugal numa das competições mais importantes do mundo desportivo: os Jogos Olímpicos. Com ele partia Ricardo Melo Gouveia, outro golfista luso que, após 112 anos de ausência da modalidade nos Jogos Olímpicos, vestia as cores portuguesas para mostrar a garra nacional e lutar por medalhas    

Com 34 anos e uma carreira marcada por uma lesão que o deixou ser ultrapassado por atletas mais jovens, como Ricardo Melo Gouveia (o atual número um português), Filipe Lima carrega uma história de força de vontade. A paixão pelo golfe nasce em França, terra para onde o pai português tinha emigrado há mais de 60 anos. Desde os seus três anos que Filipe Lima brincava no campo de golfe onde o pai trabalhava, apanhando bolas e batendo-lhes com o taco. Quis o destino que o golfe nunca o abandonasse, tendo entrado na equipa nacional francesa com 12 anos. Durante nove anos vestiu o uniforme francês, até que o regresso do pai a Portugal despertou a sua vontade de representar o país nas competições de golfe. Hoje, com 34 anos e uma carreira que, segundo ele, ainda terá muitos sucessos pela frente, Filipe Lima é português de alma e coração.    

Filipe Lima ficou na 48.ª posição da prova de golfe nos Jogos Olímpicos.    

E foi com toda essa alma que pisou o campo de golfe olímpico, neste Rio 2016. Depois de conquistar o Najeti Open, uma prova do Challenge Tour que decorreu em França, e subir ao 370.º lugar do ranking mundial, o golfista conseguiu apurar-se para a competição no Brasil, beneficiando de desistências. «Desde pequenino que assisto aos Jogos. Nunca pensei que o golfe voltasse a ser um desporto olímpico e que eu iria ter a sorte de lá estar», dizia o atleta luso. No entanto, mesmo fazendo um balanço positivo do seu jogo, Filipe Lima não alcançou a desejada medalha, ficando-se pela 48.ª posição do torneio, com um total de 288 pancadas, quatro acima do par. Já com os olhos postos em Tóquio, Filipe Lima anseia por melhores resultados futuros. Temos a certeza de que, graças à sua dedicação característica, esses resultados não tardarão em chegar.

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