Arménia Moreira

\\ Texto Maria Cruz
\\ Fotografia ©PMC

Estudou Direito na Faculdade Lusíada do Porto, mas não tardou em deixar de lado a profissão para se dedicar ao mundo dos negócios. Uniu o conhecimento, enquanto advogada, para criar a Porto Capital Luxury Homes. A execução da mesma exigia serviços profissionais específicos, mas nem isso a fez desistir. O desafio tornou-se extremo e, com a desaceleração económica dos últimos anos, teve que pôr mãos à obra, reforçando os quadros com licenciados em várias áreas, para colmatar as necessidades e as exigências do mercado. Nasceu, estudou e viveu grande parte do seu tempo na cidade do Porto, «naqueles quilómetros quadrados a norte do Rio Douro». 

É administradora da Porto Capital Luxury Homes. Que desafios tem enfrentado?

Como advogada formada, nada impede a minha postura, nomeadamente num mundo de liderança masculino. Tive que provar que sabia trabalhar. Isso muito mais para promotores, administrações de instituições bancárias e investidores do que para os clientes. Porém, sempre com humildade, fui convencendo as pessoas da minha capacidade e logo superei essa fase. Hoje, nos meus negócios, chego até a pensar que a situação se inverteu. Uma peculiaridade da mulher: ser directa e objectiva.

 

É fácil ser mediador em Portugal?

Apesar das incertezas sobre o momento económico em que vive Portugal, ser mediador imobiliário continua a ser uma instigação para profissionais que colocam qualidade no que fazem e buscam atualização constante. Haverá sempre lugar a empresas boas, e menos boas, bons e menos bons profissionais. No entanto, não restam dúvidas de que os que oferecerem um serviço de elevada excelência, e baseado na qualidade e perspicuidade, irão decerto crescer e permanecer no mercado nacional e internacional.

«Sou uma mulher de desafios»

Em que tipo de mercado actua?

Temos imóveis a nível nacional, ilhas, África Ocidental e República da Costa do Marfim. Em São Tomé e Príncipe, com a avaliação e comercialização de um Luxury Beachfront Villa & Resort, e na República da Costa do Marfim, fundámos uma empresa local associada ao grupo da Porto Capital, um novo projeto que engloba a prestação de serviços como a Arquitetura, Engenharia, Consultoria, entre outros, e por fim a Mediação Imobiliária. Um desafio devido à distância, língua, fuso horário e logística, mas sou uma mulher de desafios! Trabalhamos segmento Prime e Luxury

De que forma a Arménia trabalha os seus clientes?

Entender para atender é, definitivamente, o que fará com que tenhamos sucesso neste mercado altamente envolvente e desafiador. Devemos conhecer e estar em sintonia com o cliente, construir uma boa rede de contactos, e nunca nos esquecermos para ambos os lados que ‘tempo é dinheiro’.

Como vê o ramo da mediação em Portugal?

Sendo Portugal um país relativamente pequeno, com um número de transacções imobiliárias que rondaram as 115.000 em 2015, e um mercado imobiliário que passou por um período de reajustamento e recessão recente, é um dos países europeus onde se verificou a maior evolução da atividade de Mediação Imobiliária, sendo, hoje, sem dúvida, um case-study a nível de qualidade e sucesso das empresas que aqui operam. 

É executiva, tem a responsabilidade de uma mediadora, é mãe e esposa. Como gere o seu tempo?

Sabe como eu concilio? Simplesmente sendo mulher. É provado que o cérebro feminino consegue focar-se em muitas coisas ao mesmo tempo. E, quando a mulher tem a energia necessária e a capacidade de priorizar e organizar as tarefas, ela consegue milagres. Então, penso que o mais difícil é encontrar o equilíbrio para lidar com tudo isso. Tendo ao meu lado e presente um ser com grande capacidade de interajuda, organização e know-how, tudo se torna mais fácil, de forma positiva. 

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