Home Control

Hélder Martins

\\ Texto Maria Cruz
\\ Fotografia © PMC

Com os olhos postos no avanço tecnológico e no progresso, quase tão rápido quanto os passos que damos diariamente, Hélder Martins está consciente de que o universo das tecnologias é o «futuro hoje», pois está cada vez mais enraizado no modus vivendi da humanidade. A tecnologia tomou conta do mundo. Hoje, todos são dependentes dela. Com estes avanços abruptos tornou-se possível, por exemplo, sair do trabalho, ou num simples regresso de umas férias, que a casa de morada dê início à programação que se havia deixado configurada antes da partida: abrindo os estores, ligando o aquecimento, ou simplesmente recebendo o dono com um som ambiente… tudo é possível! De facto, e como Hélder Martins nos afirma, «a tecnologia tornou-se um brinquedo para grandes», e na Deritec Exclusive ele brinca com coisas sérias!

 

Natural de Alcobaça, saltou para o Algarve…

Vim através de um amigo que trabalhava em serralharia de alumínios. Felizmente, essa pessoa ajudou-me e hoje sou eu que o puxo para o mercado da Quinta do Lago. Porque o produto que nós temos aplicamo-lo em casas deste estilo. Nesta zona, é fácil ter-se um sistema de home controlhome cinema… Estas casas terem um sistema de home control é a mesma coisa que terem uma cozinha, é quase obrigatório. O projeto iniciou em 2007, a Deritec apareceu em 2009.

 

O Hélder trouxe um novo conceito ao Algarve. Foi bem aceite?

Foi difícil. No início nós produzimos o nosso próprio equipamento, fabricado e desenvolvido em Portugal. Tudo o que era parte do hardware era eu que desenhava e preparava o fabrico. Então peguei no que era bom em AV, neste caso, a control4, com o controlo de áudio e vídeo – nós tínhamos a domótica Deritec –, e começámos a fazer tudo: alarmes, estores… Após a aquisição da empresa dediquei-me 100% a comercializar os produtos da marca Control4. Este ano trouxemos um prémio para Portugal e também estamos na lista da Control4 das 12 melhores empresas da Europa.

 

Home control, domótica… um mundo revolucionário?

A domótica ficou ‘queimada’ no passado devido a outras marcas/produtos, e não só, também pela falta de conhecimento para os instalar. Acontece que este mercado só vai funcionar se tivermos equipas treinadas. Este sistema é uma aplicação única que nos permite, de forma simples, controlar a nossa casa: controlar o aquecimento, iluminação, os estores, o alarme… Por exemplo, sai do quarto e tem disponível a smart light, que utiliza botões com os nomes gravados e clica em all off. Clicou e desligou o quarto todo. Isto permite que tenhamos uma vida mais fácil.

 

São brinquedos para gente grande e com bolsos fundos?

Há o meio termo. Mas, essencialmente, para um mercado de excelência, exclusivo. 

«Em qualquer trabalho temos de ser honestos, e isso faz-nos crescer»

Nunca achou que era um risco investir nesta área?

Ao longo dos anos fomos criando a confiança nas pessoas. Em qualquer trabalho temos de ser honestos, a honestidade tem de prevalecer, e isso faz-nos crescer. Atrás de um pequeno trabalho, vem um grande trabalho. 

Como prende o cliente à Deritec?

Prendemos clientes pelo bom serviço, boa assistência. Por exemplo, agora estamos a desenvolver a nossa nova plataforma interna, nova área de cliente, onde o cliente, através de uma senha, pode consultar a informação disponível quando quiser: plantas, orçamento da casa, reuniões, assistência de manutenção, etc…

 

E do futuro tecnológico o que podemos esperar?

O futuro tecnológico é um bocado incerto, porque a evolução é constante. Antigamente era de três em três anos, passou a ser de ano a ano e agora é mensal. Por exemplo, o comando sem fios funciona por sistema de voz, saiu recentemente, e tem uma integração com o novo Amazon Echo, Alexa. Com isso já controlamos a casa toda por voz. Já podemos utilizar a geolocalização. Para quando nós nos dirigimos para nossa casa, a casa ‘sabe’ que estamos a ir para casa e, sem fazermos nada, vai activar-se. Isto é o futuro hoje.   

 

E o futuro do Hélder?

O meu futuro é continuar a criar bons elos, trabalhar bons clientes e tentar não crescer demasiado a estrutura da empresa. Nós não precisamos de muito para vivermos bem. 

 

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