Vinhos

Tomás Roquette

\\ Texto Maria Cruz
\\ Fotografia Direitos Reservados

Hoje é Tomás Roquette que nos faz uma visita guiada pelas vinhas, permitindo-nos sentir os aromas da Quinta do Crasto. Uma casa centenária, com muita tradição vitivinícola, uma verdadeira atracção turística que apostou no Ecoturismo. É um dos administradores da Quinta e, hoje, abriu as portas de sua casa para nos falar dela. E a filosofia é uma: receber bem! Com uma localização prestigiada e uma vista sobre o Douro de cortar a respiração, a Quinta do Crasto, aos olhos de Tomás, respeita em cada passo a filosofia e os valores da casa. Os vinhos reconhecidos mundialmente tornaram-se uma referência, colheita após colheita. Na Quinta trabalha-se num sentido, «mostrar o melhor do terroir». E, claro, todos os vinhos são especiais, uns com mais história que outros.  E, agora, na tranquilidade da natureza sobre o Douro, vamos ouvir Tomás…

 

Quinta do Crasto, uma casa centenária. Tradição na vinha, no vinho… o que mais pode atrair a atenção na Quinta?

As pessoas. Na Quinta do Crasto, temos o cuidado de receber cada visitante de forma personalizada, abrindo literalmente as portas da nossa casa. A história da Quinta do Crasto tem sido escrita com base no respeito pelo trabalho e dedicação das gerações passadas da família. O que nos preocupa hoje é manter esse posicionamento enquanto damos passos em direcção ao futuro. Essa é a minha missão, inovar e modernizar a Quinta do Crasto, respeitando em cada passo a filosofia e os valores da casa.

 

Os vinhos Quinta do Crasto, vinhos do Douro e do Porto, já são uma referência nacional e internacional. O que faz deles uma referência?

Acima de tudo a consistência na qualidade superior. Trabalhamos com o objetivo de mostrar o melhor deste terroir, mas também a filosofia da casa.

 

Há algum vinho que sinta ser o mais especial?

Todos os nossos vinhos são especiais, mas há um que me é muito particular. Refiro-me ao Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas, proveniente de vinhas muito velhas, algumas das quais plantadas pelo meu avô e bisavô e que, por ter na sua elaboração uma grande quantidade de castas, transmite o terroir do Douro na sua plenitude.

«O charme da região do Douro não deixa ninguém indiferente»

É uma das mais belas quintas do Douro. Que prazer dá a viticultura a quem dela vive, a quem a visita, ou prova os seus produtos?

O charme da região do Douro não deixa ninguém indiferente. Seja para quem trabalha cá todos os dias ou para quem visita, é impossível não parar e usufruir da paisagem e da tranquilidade da natureza. Acredito que cada vinho ou azeite é apenas o prolongamento dessa experiência.

 

Que novos vinhos estão para chegar, se for o caso?

Recentemente lançámos o nosso primeiro Porto Colheita, o Quinta do Crasto Porto Colheita 1997, uma homenagem da família ao meu avô, Fernando Moreira d’Almeida, pelo trabalho e dedicação que imputou à Quinta do Crasto. Até ao final do ano vamos lançar as novas colheitas do Crasto Superior e a colheita de 2014 dos vinhos Reserva Vinhas Velhas, Tinta Roriz e Vinha da Ponte.

 

A par da produção de vinho explora também a vertente turística, trabalham o Enoturismo. Turisticamente, a Quinta é procurada? E que programas oferece aos seus visitantes?

Temos disponíveis dois programas de Enoturismo, cada um deles adaptado às expectativas de cada visitante. Começamos pelas visitas às vinhas e adegas, com provas orientadas, e terminamos com um almoço/jantar na nossa casa, com receitas da família e pratos cuidadosamente harmonizados, de forma a enriquecer a experiência enogastronómica. 

 

É apreciador de vinho, ou apenas do seu em concreto?

O meu papel na Quinta do Crasto é preservar a herança da casa e partilhá-la com o mundo. Sinto que é um privilégio poder abrir uma garrafa carregada de história e que passou de geração em geração. Hoje, podemos usufruir daquilo que foi feito há dezenas de anos e é isso que espero que possa acontecer com o vinho que produzimos hoje.

 

Há mais de um século que a propriedade está na família Leonor e Jorge Roquette. Certo será dizer que continuará por muitos mais…

Sem dúvida. Tudo o que fazemos é a pensar no futuro da Quinta do Crasto, que se espera que seja longo.

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