Companhia Portugueza do Chá

Folhas orientais

\\ Texto Maria Cruz
\\ Fotografia Nuno Noronha

Foi na Corte de Catarina de Bragança - Tea drinking Queen- que se tornou hábito o verdadeiro prazer da degustação de chás. Foi também a princesa portuguesa quem levou o costume de beber chá à Corte Inglesa, tornando, assim, os chás um dos produtos mais comercializados no mundo inteiro. Imbuídos por este legado luso, viemos conhecer a Companhia Portugueza do Chá, que abriu portas em Dezembro de 2014, em Lisboa. A singularidade do chá transborda com os variadíssimos tipos de chás existentes nesta casa. A capital portuguesa recebeu, de braços abertos, os mais refinados chás oriundos do Oriente, terra onde em tempos os portugueses comercializavam e onde aprenderam novos costumes. Tal como nos diz Sebastian Filgueiras, um apreciador fiel destes aromas e proprietário da Companhia Portugueza do Chá, «O chá foi um deles… Macau, Formosa, impérios como a China e o Japão, ou os jardins da Índia. Desde sempre ‘Os mais finos Chás’ foram muito apreciados». 

Provar as folhas, degustar e cultivar a paixão pelos chás é uma das características desta Casa.

Uma antiga loja de bairro, na Rua Poço dos Negros, perto do Chiado, deu origem à Companhia Portugueza do Chá, um espaço acolhedor e místico, todo ele decorado com objetos próprios deste mundo do chá. Cada objeto decorativo e seus pormenores dão ideia de que tudo está no lugar certo. Os frascos estão cheios dos mais variados tipos de chá; as chaleiras, com classe, captam a atenção de quem entra; e todo o espaço oriental transporta para um ambiente de extrema elegância. O aroma na atmosfera convida os visitantes a saborear algumas das fusões disponíveis na casa. Poder comprar um chá acabado de chegar da Índia, dos Açores, da Indochina ou do Vietnam é um verdadeiro luxo, e é isso que a Companhia Portugueza do Chá tenta passar aos clientes. 


\\ Fotografia Nuno Noronha


\\ Fotografia Nuno Noronha


\\ Fotografia Nuno Noronha

Sebastian quer «colocar Lisboa na rota do Chá!»

São três as épocas de colheita – na Primavera, no Verão e no Outono –, o que faz com que haja sempre novos chás a chegar a esta casa. O que melhor os caracteriza, como casa de chá, é a selecção cuidada, o conhecimento, os produtos de qualidade que apresentam, o acompanhamento personalizado que fazem ao cliente, convidando-o a provar, como quem serenamente degusta um bom vinho, e explicando a origem e as características de cada produto. Assim como o vinho precisa de tempo para envelhecer e estar perfeito para se servir, também há chás envelhecidos, ostentando o ano de colheita, porque é preciso tempo para que alguns se tornem verdadeiras relíquias.

Depois de entrar na Companhia Portugueza do Chá a decisão instala-se. A variedade é tal e os aromas são tão convidativos, que a escolha torna-se difícil. Que se viva um merecido momento zen, antes de sair com os chás que mais seduziram o paladar

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