Alasca

Um paraíso remoto

\\ Texto Andreia Filipa Ferreira
\\ Fotografia State of Alaska: Jocelyn Pride

O Ultima Thule Lodge, perto da região de McCarthy, é um refúgio perfeito numa área protegida recheada de vida selvagem.

Nesta ‘última fronteira’ dos EUA, cognome dado ao Alasca, a natureza apresenta-se quase em estado puro. As nuvens, reflectidas nas calmas águas que circundam as montanhas revestidas de gelo, parecem fazer o tempo passar mais devagar nesta região subárctica, com uma forte herança da civilização indígena. Quando se pisa o Alasca, que convida a passeios pelos trilhos montanhosos ou a viagens a bordo dos cruzeiros (a melhor maneira de conhecer os glaciares, os fiordes, as focas e, com sorte, as baleias ou belugas), o visitante facilmente se imagina num autêntico documentário sobre a vida selvagem. Comecemos pela capital, Juneau, tantas vezes envolta em nevoeiro ou chuva que o traje mais tradicional dos cerca de 30 mil habitantes pode ser descrito pelas galochas ou fatos impermeáveis. Colorida, as casas baixas em madeira e as fachadas pouco alteradas desde o século XX pintam um cenário de verdadeiro faroeste, relembrando até a época de corrida ao ouro. No porto de Juneau, para além dos navios de cruzeiro que atracam com curiosos turistas, os pescadores descarregam os halibutes, por exemplo, enquanto revelam a sua ascendência tlingit. Mas para os amantes da história, o Alaska State Museum é o local ideal para descobrir toda a origem do Alasca, nomeadamente a sua cultura. E por falar em cultura, uma visita ao Totem Bight State Historical Park, em Ketchikan, e ao Alaska Native Heritage Center, em Anchorage, é indispensável para conhecer as maiores colecções de totens do mundo.

Envolto num ambiente selvagem, o Alasca é um paraíso remoto onde nem todas as cidades têm uma ligação terrestre. Aliás, grande parte das localidades só podem ser visitadas por intermédio de barcos ou hidroaviões. Mas é viagem que vale a pena ao primeiro vislumbre de ursos negros ou pardos, em busca do salmão, de águias, veados, alces ou até raposas do árctico. Nesta viagem aos confins dos EUA, é ainda de visita obrigatória Fairbanks, famosa pelas suas hot springs e águas curativas, e pelas incríveis auroras boreais, facilmente visíveis de Setembro a Maio.

Aos mais corajosos deixamos ainda um desafio: mergulhe nas águas do Árctico. Seria capaz?!


\\ Fotografia Chris Mclennan


\\ Fotografia Chris Mclennan; Ultima Thule Lodge


\\ Fotografia Chris Mclennan


\\ Fotografia Brian Adams

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