Adeus 2016. Olá 2017!

\\ Texto Filomena Abreu
\\ Fotografia Direitos Reservados

Os finais de ano representam, sobretudo, épocas de balanço e de reflexão. Fazem-se retrospetivas, analisam-se acontecimentos e tiram-se ilações. De 2016 ficam momentos que marcaram o panorama nacional e internacional. São muitos. Aqui referimos apenas alguns. Dentro de portas, o ano começou com a eleição de Marcelo Rebelo de Sousa para ‘presidente de todos os portugueses’. No desporto, as sucessivas vitórias de Portugal, sendo a mais visível a consagração da Selecção como campeã europeia de futebol, pareceram levantar a alma de toda a Nação. Cristiano Ronaldo foi eleito, novamente, o melhor jogador do mundo e Fernando Santos o melhor treinador. Por outro lado, perdemos Nicolau Breyner, Camilo de Oliveira, João Lobo Antunes, entre outros. Internacionalmente, a crise dos refugiados abalou o mundo e impediu que se continuasse a fechar os olhos a uma dura realidade. E nesse processo sobressai António Guterres, que, depois de muitos anos a trabalhar nessa causa, foi eleito secretário-geral das Nações Unidas. O impeachment de Dilma Rousseff pôs o Brasil nas notícias, pelos piores motivos. E, em catadupa, sucedem-se a votação do Reino Unido no referendo do Brexit, em que o povo escolhe divorciar-se da União Europeia, e as eleições americanas, em que Donald Trump foi eleito presidente. As mortes de David Bowie, Alan Rickman, Prince, Umberto Eco, Leonard Cohen, Fidel Castro, Muhammad Ali e George Michael foram apenas algumas das que mais marcaram o mundo em 2016.


\\ Fotografia Direitos Reservados

As figuras portuguesas de 2016

Marcelo Rebelo de Sousa

Presidente da República Portuguesa

Depois de mais de uma década como comentador de televisão, o eterno Professor avançou, em 2015, com a sua candidatura à Presidência da República. Assumidamente católico, é licenciado em Direito e doutorado em Ciências Jurídico-Políticas. O Professor Catedrático foi um dos fundadores do Partido Popular Democrático, mais tarde, Partido Social Democrata – PSD, tendo assumido a sua liderança de 1996 a 1999. Foi ainda fundador do semanário Expresso. As «pastas» que assumiu, durante toda a sua vida, precisariam de bastante mais espaço para serem enumeradas. Uma das suas últimas conquistas foi, sem surpresa, a vitória nas eleições presidenciais, que o tornaram no quinto Presidente de Portugal após o 25 de Abril de 1974, depois de uma campanha marcada pela simplicidade e boa disposição, que tanto caracterizam Marcelo Rebelo de Sousa. Enquanto presidente dos «afectos», não dispensa as tão habituais selfies. Enquanto governante tem deixado evidente que a figura de Presidente da República não é meramente simbólica. 


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António Guterres

Secretário-geral das Nações Unidas

Ficou conhecido no país pelo cargo que ocupou entre 1995 e 2002 como primeiro-ministro. Após esses anos, o socialista António Guterres, formado em Engenharia Electrotécnica, tornou-se uma das pessoas que mais fez por dar destaque a um dos piores deslocamentos forçados de migrantes que aconteceram desde a II Guerra Mundial. Durante 10 anos, entre 2005 e 2015, foi chefe do Alto Comissariado das Nações Unidas para os refugiados – ACNUR. E foi assim que «se preparou» para o passo seguinte, a candidatura a secretário-geral da Organização das Nações Unidas, a ONU. O português, que concorria com mais 12 candidatos, passou com distinção em todas as ‘provas’, mesmo não sendo considerado um dos favoritos inicialmente. E está mais do que credenciado para enfrentar a crise dos refugiados que tantas polémicas tem desencadeado entre os países que se inserem na União Europeia. O sucessor de Ban Ki-moon tomou posse no passado 12 de Dezembro, tornando-se no 9.º secretário-geral da ONU.

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