Xangai

Na gaguez dos néones, o passado e o presente

\\ Texto Maria Amélia Pires
\\ Fotografia ©Shanghai Municipal Tourism

Gigantes imponentes, que já da outra margem se mostravam colossais, elevam-se a pique, numa teia de arranha-céus que parece não ter fim.

Considerada a maior cidade da China, com 6.340 km² e mais de 24 milhões de habitantes, Xangai é o centro económico, financeiro e industrial do país. Há cerca de mil anos, era apenas uma simples aldeia piscatória e o seu desenvolvimento deveu-se ao porto de mar, hoje em dia de grande escala, razão de ser do seu topónimo, uma vez que «Xangai», ou «Shanghai», significa «sobre o mar». É uma metrópole moderna e cosmopolita, mas oferece simultaneamente uma cultura diferenciada, rica em elementos que conduzem ao passado. Esta dicotomia entre a China tradicional e a China moderna está patente nas duas margens do rio Huangpu: Puxi, na margem ocidental, representa a parte antiga da cidade onde se situa o centro histórico; Pudong, na margem oposta, com os seus enormes arranha-céus, revela o desvairado desenvolvimento da cidade dos últimos 20 anos.

Tianzifang - Taikang Road


\\ Fotografia ©Shanghai Municipal Tourism

Tourism Festival


\\ Fotografia ©Shanghai Municipal Tourism

Qibao old street


\\ Fotografia ©Shanghai Municipal Tourism

Apesar dos elevados níveis de poluição atmosférica, Xangai atrai todos os anos milhões de turistas, talvez atraídos pelo carisma próprio das cidades que nunca dormem. À chegada, a ligação do aeroporto à cidade é feita no comboio Maglev, um dos símbolos do progresso tecnológico da China, que em sete minutos percorre 30 km a uma velocidade de 430 km/h. Na cidade velha, é imperativo visitar o Bund, um célebre cais comercial dos anos 30 do séc. XX situado junto ao rio Huangpu, onde se erguem imóveis de estilo híbrido, mais ocidentalizados. No Bund, pode navegar-se pelo rio Huangpu, desfrutar das vistas do Pudong, visitar o Museu Histórico, ou ir às compras ao Friendship Store. Os seus edifícios mais emblemáticos são o Banco da China, o Peace Hotel, a Alfândega, o Banco de Hong Kong e Xangai e o Shanghai Club. Ainda na margem ocidental do rio, estão a Nanjing Donglu, outrora a maior artéria da cidade, com mais de mil lojas e armazéns; a Praça do Povo, considerada o centro de Xangai, onde se encontram o Museu da Cidade, o Grande Teatro e o Museu de Arte; e o Templo do Buda de Jade, um dos poucos santuários budistas activos na cidade. A meio caminho entre a China tradicional e a nova China, está uma das principais atracções da urbe: o Jardim Yuyuan. Mandado construir na dinastia Ming, o jardim, tipicamente chinês, enfeita-se de pavilhões, pontes, lagoas, passagens e pequenos jardins dentro do grande jardim.

Zhujiajiao antient water town


\\ Fotografia ©Shanghai Municipal Tourism

Atravessemos o rio. Gigantes imponentes, que já da outra margem se mostravam colossais, elevam-se a pique, numa teia de arranha-céus que parece não ter fim. A Torre de Televisão Pérola do Oriente, com 468 m de altura, oferece vistas deslumbrantes sobre a cidade, assim como a Torre Jin Mao, o arranha-céus mais alto da China até 2007, quando foi ultrapassado pelo Shanghai World Financial Center, com 492 m de altura.

Xangai nunca dorme e a gaguez dos néones mantém-se incansável dia e noite. Sendo impossível conhecer a cidade inteira numa só viagem e condensar mais de seis mil km2 em imagens e palavras, procuremos um restaurante, antes do merecido descanso. A gastronomia chinesa tem mais de três mil anos de história e é copiosa na sua variedade de ingredientes e modos de confecção. Marcada pelo contraste das cores, aromas e sabores, é comum vermos a mistura de pratos doces e salgados, picantes e agridoces ou quentes e frios. Se não gosta de arriscar, Xangai oferece também inúmeras opções da cozinha ocidental.

Formule 1


\\ Fotografia ©Shanghai Municipal Tourism

Nanjing road


\\ Fotografia ©Shanghai Municipal Tourism

Há que encontrar um refúgio entre os muitos que existem na cidade. Ou, então, rumemos à periferia, onde os ritmos são menos frenéticos. Prestes a ser inaugurado, o resort Amanyangyun Shanghai é uma celebração da natureza, um verdadeiro santuário, onde o passado conhece o presente, para oferecer conforto e paz. Abraçado por uma paleta verdejante, porque rodeado por uma antiga floresta de canforeiras, o resort possui 24 suítes e 13 villas, seis restaurantes, um spa e outros espaços criados para proporcionar conforto e bem-estar… tão longe e perto da irrequieta cidade.

Club suite, Amanyangyun


\\ Fotografia © Amanyangyun Shanghai

Dining, Amanyangyun


\\ Fotografia © Amanyangyun Shanghai

Antique villa, Amanyangyun


\\ Fotografia © Amanyangyun Shanghai

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