Roma

De aldeia a Império

\\ Texto Maria Cruz
\\ Fotografia ©PMC

 

Tudo começa com a Roma Antiga. E a nossa viagem também. Segue-se um breve resumo de um fim de semana alargado. Quatro dias não chegam para se conhecer a Cidade Eterna, mas houve tempo para visitar monumentos e vaguear muito pelas ruas da cidade. Foi deixada, pela civilização romana, ao Mundo Ocidental, uma herança inconfundível no que toca à arquitetura local e à literatura filosófica, jurídica e política. Roma passou de uma pequena aldeia a um dos maiores Impérios da antiguidade. Conquistou territórios. Durante o período monárquico sete reis estiveram no poder. Veio a República Romana e passaram os cônsules e os tribunos a exercer autoridade. Chegou o Império (27 a.C.) e nomes como Júlio César (o ditador) e Augusto (o próspero) estiveram no comando. Mas tudo mudou. Hoje, ficamos apenas com as lendas, as histórias que nos contam e a beleza dos monumentos que compõem a metrópole. Em cada canto e recanto desta cidade encontramos igrejas. Visitámos imensas. Não houve tempo para todas. 

Capela Sistina

Museu do Vaticano (sala dos mapas)

Basílica de São Pedro

Coliseu

Fonte Trevi de Roma

De acordo com a mitologia romana, a origem da cidade deve-se a Rómulo e Remo, gêmeos que foram largados no rio Tibre, na Itália, e, depois de resgatados por uma loba, que os amamentou, foram criados por um casal de pastores. Já adultos regressaram à terra natal – Alba Longa –, começaram a conquistar terreno e assim fundaram a cidade de Roma. Lenda, ou não, certo é que Roma tornou-se uma cidade majestosa e imponente. Passear por Roma é manter vivas as histórias passadas e viver as tradições da época. Na capital italiana temos muito para descobrir. Visitámos inúmeras igrejas, como a de Gesù (primeira igreja jesuíta do mundo); passámos pelo Fórum Romano (12 séculos de história do Império Romano); visitámos o Panteão (um templo iluminado por um rasgão no teto); vagueámos pela Praça de Navona (onde se encontram a Fontana dei Quattro Fiumi, Fontana di Nettuno e a Fontana del Moro). Também na Praça de Espanha podemos ver a fonte La Barcaccia, esculpida por Pietro Bernini, e a igreja Trinità dei Monti. Já no Circus Maximus avistámos o vazio que se tornou o estádio (fica-se só pelo imaginação das corridas daquela época).

A Praça de Espanha, com a escadaria da Trinità dei Monti é uma das praças mais famosas de Roma. O nome da praça se refere à embaixada ibérica junto à Santa Sede.
No centro da praça tem a Fontana della Barcaccia ("barco feio"), realizada no início do período barroco, esculpida por Pietro Bernini.

Ir a Roma e não visitar a Praça e Basílica de São Pedro (cuja cúpula tem a assinatura de Michelangelo), no Vaticano, é o mesmo que ficar sem conhecer parte da história de Roma. Também o Museu do Vaticano deve ser de paragem obrigatória, assim como a Capela Sistina (um verdadeiro encanto de cores). Ainda nesta visita podemos observar o esplendor que é o Coliseu (o maior anfiteatro do mundo) e, se o espaço nos remete para as batalhas dos gladiadores, hoje é no aglomerado de gente que se ressente a imponência deste monumento. E, claro, não podíamos vir embora sem primeiro atirar uma moeda na Fontana di trevi (um dos monumentos mais famosos de Roma), porque a Roma queremos voltar!

Ruínas do Fórum Romano

Circus Maximus

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