MUDE - Onde o design encontra o futuro

MUDE - Onde o design encontra o futuro

No coração da Baixa lisboeta, entre ruas que ecoam séculos de história e vitalidade urbana, ergue-se o MUDE — Museu do Design, um espaço onde o passado e o futuro dialogam com elegância. Mais do que um museu, o MUDE afirma-se como uma experiência: um convite a pensar, sentir e viver o design enquanto força transformadora da sociedade.
Fiel ao imperativo inscrito no seu nome, o MUDE propõe-se a promover mudanças que conduzam a um futuro mais democrático, igualitário e sustentável. Aqui, o design transcende a estética para se tornar linguagem universal — um território onde se cruzam pensamento, conhecimento e criatividade. Cada objeto, cada exposição, cada detalhe do espaço revela um compromisso profundo com o bem-estar humano e com a preservação do planeta, numa visão ampla que abrange todos os seres vivos.


O seu vasto acervo, em permanente crescimento, reúne mais de duas dezenas de coleções que percorrem o design nacional e internacional. Da moda à joalharia contemporânea, do design gráfico ao editorial, do produto ao design de interiores, a diversidade das peças expostas reflete a pluralidade de olhares e abordagens que definem esta disciplina. Este património não é apenas contemplativo: é uma fonte viva de estudo, reflexão e inspiração, pensada para envolver tanto especialistas como novas gerações curiosas e criativas. Complementando esta riqueza, o MUDE integra ainda um arquivo e uma biblioteca especializada, fundamentais para compreender o design no seu contexto projetual e cultural.

[…] o MUDE afirma-se como uma experiência: um convite a pensar, sentir e viver o design enquanto força transformadora da sociedade.

Enquanto museu público municipal com atuação local, nacional e internacional, o MUDE afirma-se como um espaço aberto à cidade e ao mundo, promovendo múltiplas perspetivas sobre o design através de uma programação dinâmica e transversal. Instalado num emblemático quarteirão delimitado pelas ruas Augusta, Prata, São Julião e Comércio, o Museu ocupa cerca de 14 mil metros quadrados distribuídos por oito pisos. Neste amplo espaço, cinco galerias acolhem exposições de longa duração e mostras temporárias, enquanto áreas dedicadas à educação, investigação, criação e lazer convidam a uma vivência completa e multifacetada.  
Mais do que um lugar de contemplação, o MUDE integra também espaços de encontro, conversa e partilha, reforçando a sua dimensão social e participativa. O MUDE é também um vibrante polo cultural, onde apresentações de livros, conferências, eventos musicais e desfiles de moda reforçam o seu papel como catalisador da vida cultural no centro histórico de Lisboa.


A história do edifício é, por si só, um testemunho fascinante de transformação. Iniciado no final do século XVIII, foi sucessivamente reinventado ao longo das décadas, atravessando períodos de inovação arquitetónica, ampliação e até abandono. Após uma profunda requalificação entre 2016 e 2024, o espaço renasceu com um novo fôlego, respeitando a sua complexa herança e integrando-a num conceito contemporâneo. Sob a orientação de Bárbara Coutinho e Luís Miguel Saraiva, o edifício tornou-se parte integrante do próprio acervo — um organismo vivo onde as marcas do tempo coexistem com soluções técnicas inovadoras. Neste sentido, o próprio edifício é entendido como um arquivo vivo de design e um conteúdo museológico, reforçando a singularidade da experiência do visitante.

A história do edifício é, por si só, um testemunho fascinante de transformação. 

O resultado é um espaço que surpreende pela autenticidade. Elementos originais, como mosaicos de Murano, painéis de azulejo, mármores e madeiras, convivem harmoniosamente com intervenções contemporâneas, criando uma atmosfera única, onde cada detalhe conta uma história. Áreas outrora reservadas foram abertas ao público, revelando novos usos e perspectivas — da biblioteca aos ateliês educativos, culminando num terraço que oferece uma vista singular sobre a cidade. Destaca-se ainda o Centro de Documentação e Informação, que integra a Biblioteca de Design e o Arquivo Histórico, pilares fundamentais para a investigação, preservação e divulgação do design em Portugal.


No MUDE, o design não se limita a ser observado: é vivido. Entre passado e futuro, tradição e inovação, este é um lugar que convida a regressar — sempre com um novo olhar.

Elementos originais, como mosaicos de Murano, painéis de azulejo, mármores e madeiras, convivem harmoniosamente com intervenções contemporâneas […].


Texto: Redação
Fotos: MUDE/Luísa Ferreira

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