Plan Associated Architects - «Para nós, os clientes são a alma de cada projeto.»
Share
Fundada em 1991 pelo arquiteto Armando dos Reis, a PLAN Associated Architects construiu ao longo de mais de três décadas uma reputação assente no rigor técnico, na atenção ao lugar e numa abordagem profundamente personalizada à arquitetura residencial, contando com projetos espalhados por todo o Algarve, maioritariamente na Quinta do Lago e em Vale do Lobo. Hoje pela mão de Matias dos Reis, que conduziu o atelier a uma nova geração e uma equipa de sócios, a PLAN Associated Architects continua a afirmar-se em alguns dos mais ambiciosos projetos de habitação de luxo em Portugal, conciliando legado e inovação.
A PLAN Associated Architects nasceu em 1991. Passados mais de 35 anos, como
descreveria hoje a identidade do atelier?
A PLAN é um atelier construído sobre uma base de continuidade e evolução. Desde cedo que o atelier tem uma cultura de arquitetura, rigor, clareza técnica e respeito pelo lugar, mas sempre em busca de mais. Lembro-me sempre que o meu pai dizia «Se o caminho é o óbvio é porque não estamos no caminho certo.» Essa continuidade e paixão mantiveram-se com esta nova geração que somos hoje, permitindo que o atelier evoluísse mantendo os seus valores essenciais. Hoje, a PLAN continua esse percurso com uma estrutura societária mais alargada e renovada, uma visão coletiva apoiada em mais de 35 anos de experiência e reputação, e uma equipa que cresceu para além do legado familiar. Esta evolução reflete-se na diversidade dos nossos projetos, ideias e desafios que abraçamos. Os nossos clientes procuram precisamente esse equilíbrio: a confiança num atelier com maturidade, sabedoria técnica e legal para aprovar projetos, aliado à capacidade de responder aos desafios da arquitetura contemporâneos e às novas formas de habitar o futuro.
«O legado deixado pelo meu pai e toda a paixão sobre o que a arquitetura significava para ele continuam a ser uma referência fundamental para a identidade da PLAN. »
Que papel tem o legado do arquiteto Armando dos Reis na forma como o atelier
trabalha hoje?
O legado deixado pelo meu pai e toda a paixão sobre o que a arquitetura significava para ele continuam a ser uma referência fundamental para a identidade da PLAN. Esta busca na criação da arquitetura onde cada projeto é um novo desafio é a base sobre a qual continuamos a construir uma visão para o futuro. Ao longo destes últimos 17 anos, o atelier evoluiu e cresceu, integrando uma nova geração e uma equipa mais alargada. Hoje a direção do estúdio é partilhada por mim, pela Liliana Dos Reis, pelo Luís Caetano e pela Cláudia Lourenço, em conjunto com uma equipa multidisciplinar que tem vindo a consolidar o percurso da PLAN. A cultura estabelecida pelo fundador sempre foi baseada na colaboração e na partilha de ideias. O atelier foi pensado como um espaço democrático, onde diferentes visões contribuem para um resultado comum. Esse espírito mantém-se hoje: uma estrutura colaborativa onde o objetivo continua a ser criar arquitetura com qualidade, rigor e significado para os nossos clientes.
Muitos dos vossos projetos são habitações de luxo, desenvolvidas de forma muito
personalizada. Como descreve a relação do atelier com os clientes?
Para nós, os clientes são a alma de cada projeto. Cada projeto é único e temos o privilégio/oportunidade de poder transformar esta visão em arquitetura, o que traz uma grande responsabilidade. Muitas das pessoas que procuram a PLAN procuram algo muito pessoal — uma casa, um refúgio ou um espaço que reflita a sua forma de viver. O nosso papel é traduzir essas aspirações em espaços que sejam simultaneamente sensíveis e tecnicamente sólidos. Cada projeto é desenvolvido de forma única […]. O know-how que trazemos […] contribui para criar
confiança ao longo de todo o processo. Cada projeto é desenvolvido de forma única, adaptado ao lugar, ao cliente, à confiança e à qualidade arquitetónica que pretendemos garantir ao longo do tempo.
A PLAN trabalha com muitos clientes internacionais. De que forma isso influencia a prática do atelier?
Crescemos a trabalhar com uma base muito internacional de clientes, sobretudo no Algarve. Estes clientes procuram frequentemente uma combinação entre conforto, sofisticação e qualidade arquitetónica. São pessoas que já viajaram pelo mundo e sabem reconhecer qualidade. O nosso valor está em conseguir interpretar essas expectativas e traduzi-las numa arquitetura adaptada ao contexto local — ao lifestyle do Algarve, à qualidade de vida, à paisagem e ao ritmo próprio deste território. Acreditamos que o valor está sobretudo na confiança. […] A arquitetura só se concretiza plenamente quando é construída, e essa capacidade técnica é uma parte fundamental da reputação do atelier.
«O know-how que trazemos […] contribui para criar confiança ao longo de todo o processo.»
Nos últimos anos a PLAN esteve envolvida em projetos de grande escala. Pode destacar alguns?
Um dos projetos mais relevantes foi One Green Way, na Quinta do Lago, atualmente um dos maiores projetos residenciais privados em desenvolvimento em Portugal. O projeto integra 90 moradias num condomínio privado e representa mais de 38.000 m² de construção. A ambição foi criar não apenas casas isoladas, mas um conjunto residencial coerente, com qualidade arquitetónica e valor duradouro. Nos últimos três anos, o atelier cresceu e desenvolveu também várias moradias de luxo, edifícios de apartamentos, hotéis e restaurantes. No total, estes projetos representam cerca de 80.000 m² de construção, muitos dos quais já concluídos ou em fase avançada de obra.
A arquitetura vive hoje num contexto muito acelerado. Como responde o atelier a
essa realidade?
A arquitetura exige tempo de reflexão, mas as ferramentas de trabalho evoluíram profundamente. Na PLAN temos investido fortemente em tecnologia e processos digitais para trabalhar com maior precisão e eficiência. […] Não queremos apenas acompanhar essa mudança — queremos estar na crista dessa transformação. Isso permite-nos responder com maior rapidez, rigor e qualidade. Hoje conseguimos apresentar projetos cada vez mais próximos da realidade antes mesmo de iniciarem a construção, simulando materiais, cores, acabamentos e diferentes soluções arquitetónicas.
O atelier está também envolvido em novos projetos fora do Algarve. Em que estão a trabalhar atualmente?
Fomos recentemente convidados para colaborar em novos projetos na região de Lisboa, incluindo o YOO Lisbon SouthBay, onde atuamos como arquitetos locais em parceria com a YOO Design Studio e Philippe Starck. Este desenvolvimento inclui 73 moradias isoladas, 31 moradias em banda, 198 apartamentos, um hotel de cinco estrelas e um campo de golfe, além de outras valências complementares. O objetivo é criar um conceito de comunidade residencial focado na qualidade de vida, na paisagem e na experiência das famílias. Tem sido um privilégio fazer parte deste projeto desde o início, e acreditamos que será um projeto verdadeiramente visionário pelas experiências que pretende criar para os seus residentes.
Que direção imagina para o futuro da PLAN?
A nossa ambição é continuar a desenvolver o percurso que o atelier construiu ao longo de mais de três décadas: uma arquitetura assente no rigor técnico, na reflexão e na qualidade duradoura dos projetos. Ao mesmo tempo, queremos continuar na linha da frente da inovação — seja através da tecnologia, da inteligência artificial, da sustentabilidade ou de novas formas de pensar os espaços onde as pessoas vivem. Se houvesse uma mensagem a transmitir, seria esta: tem sido um privilégio poder sonhar arquitetura, trabalhar em equipa — muitas vezes também em família — e desenhar projetos únicos para os nossos clientes, garantindo que a arquitetura permanece relevante ao longo do tempo e que cada projeto se torna parte de um legado construído com responsabilidade e visão para o futuro.
«Um dos [nossos] projetos mais relevantes foi One Green Way, na Quinta do Lago, atualmente um dos maiores projetos residenciais privados em desenvolvimento em Portugal.»
Texto: Carla Martins
Fotos: PLAN Associated Architects