Dior Lady Art – Dez anos de metamorfoses artísticas
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Símbolo eterno da sofisticação e do savoir-faire da Maison Dior, a icónica carteira Lady Dior afirma-se, uma vez mais, como palco de reinvenção estética e expressão criativa. Ao longo da última década, o projeto Dior Lady Art transformou este acessório de culto numa tela singular, onde arte contemporânea e a alta-costura se entrelaçam com ousadia e poesia.
A celebrar dez anos de metamorfoses artísticas, a Dior apresenta, em 2025, uma edição especial de aniversário — um tributo vibrante à liberdade criativa. Dez artistas de renome internacional foram convidados a dar forma à sua visão do mundo, reinterpretando a Lady Dior como símbolo da fusão entre tradição e vanguarda. Jessica Cannon, Patrick Eugène, Eva Jospin, Lakwena, Sophia Loeb, Inès Longevial, Marc Quinn, Alymamah Rashed, Ju Ting e Lee Ufan — oriundos de geografias distintas, da França à Coreia, do Brasil à China — compõem este mosaico plural de talentos e perspetivas, homenageando, com técnicas virtuosísticas, o diálogo entre herança e inovação.
Símbolo eterno da sofisticação e do savoir-faire da Maison Dior, a icónica carteira Lady Dior afirma-se, uma vez mais, como palco de reinvenção estética e expressão criativa.
Nesta constelação de propostas criativas, destacam-se criações como as paisagens cósmicas de Jessica Cannon, em que ornamentos solares e lunares se fundem em harmonia, ou as referências de Patrick Eugène à herança haitiana, com bordados em ráfia e pérolas que evocam a “Pérola das Antilhas”. O processo, profundamente colaborativo, tem permitido materializar ideias audaciosas — como a bolsa esculpida em pedra, sonhada pela artista coreana Lee Bul — graças à mestria incomparável dos ateliers Dior.

Mais do que simples acessórios, estas criações assumem-se como obras de arte em edição limitada, com apenas 100 exemplares por modelo, tornando-se objetos de culto, disputados por colecionadores e amantes da arte e da moda. São manifestações tangíveis da intersecção entre forma, significado e cultura.
Como ponto alto desta celebração, a maison lança, em outubro, uma obra editorial pela prestigiada editora Rizzoli: um livro que reúne as interpretações de 99 artistas, de 2016 até à atualidade, em torno da Lady Dior. Uma edição que se afirma como verdadeiro manifesto de criatividade e diversidade.
Esta simbiose entre arte e moda tem raízes profundas no legado da casa — Christian Dior iniciou a sua trajetória como galerista, e essa vocação estética continua a pulsar no ADN da marca. Do célebre desfile «Le Bal des Artistes», assinado por John Galliano, às colaborações feministas de Maria Grazia Chiuri, a arte sempre esteve no centro da narrativa Dior. Hoje, sob a direção criativa de Jonathan Anderson, essa tradição ganha uma nova linguagem, como atestado pela recente colaboração com Sheila Hicks, na coleção masculina.
O projeto Dior Lady Art não é apenas uma celebração da forma, mas uma ode à ideia de que a moda pode — e deve — ser uma força de expressão cultural. Um legado em constante evolução, onde o luxo se transforma em arte viva.
Mais do que simples acessórios, estas criações assumem-se como obras de arte em edição limitada […]
Texto: Carla Martins
Fotos: Dior